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Dia: 30/3/2009 às 08:34h

Recursos hídricos têm dia de debates na ALE

O auditório Belarmino Lins, da Assembleia Legislativa do Estado, se transformou no grande centro de debate a respeito da água, vital para a vida humana e do planeta, com a realização do I Fórum das Águas de Manaus, reunindo representantes das três casas legislativas — Câmara Federal, Assembléia Legislativa do Amazonas e Câmara Municipal de Manaus.

Organizado pela deputada estadual Conceição Sampaio (PP), pela deputada federal Rebecca Garcia (PP) e pelo vereador Marcelo Ramos (PCdoB), o evento foi aberto pelo presidente da ALE, deputado Belarmino Lins (PMDB), e contou com a presença do diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Dalvino Troccoli França; do gerente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Marlei Mendonça, representante do ministro Carlos Minc; do senador Jefferson Praia (PDT); da deputada federal Vanessa Grazziotin; do secretário executivo da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS), Daniel Borges Nava, representando o governador Eduardo Braga; do pesquisador do Centro de Estudos Amazônicos da Fundação Rede Amazônica, Antônio dos Santos; do poeta Thiago de Melo; além de autoridades estaduais, municipais e representantes de organizações não governamentais.

Primeiro a se pronunciar na abertura do evento, o pesquisador Antonio Pereira dos Santos deixou uma mensagem de alerta aos participantes: “Falar de água é falar de um recurso abandonado ao longo dos anos pelas autoridades e pela comunidade.

Nossa bacia hidrográfica se transformou num grande depósito de resíduos. Só na Bacia de Educandos, estima-se que existam mais de 50 mil toneladas de lixo soterradas. Felizmente surge agora o Comitê da Bacia do Rio Solimões para discutir esse assunto”.

O vereador Marcelo Ramos (PCdoB) vê cada vez mais a necessidade de se discutir o tema nos dias de hoje, lembrando que São Paulo, segundo notícias de jornais, já está a um passo para sofrer um colapso no abastecimento de água.

O vereador também observou também que hoje, o Programa de Saneamento dos Igarapés de Manaus (Prosamim) se transformou na primeira iniciativa de se recuperar o que foi feito ao longo dos anos com os nossos mananciais urbanos. Entretanto, afirmou ser importante o trabalho de conscientização ambiental nessas áreas, porque nada vai adiantar se a comunidade continuar jogando lixo nos leitos.

Ramos destacou ainda a importância desse Fórum nas discussões e o envolvimento da comunidade no debate que vai decidir e avaliar os impactos da construção do Porto das Lajes.

Para o deputado Luiz Castro (PPS), a poluição dos nossos rios é um grande tema de grande preocupação. Segundo ele, hoje 85% dos nossos mananciais hídricos estão poluídos, e por isso, como assegura, a construção do Porto das Lajes representa um perigo para o encontro das águas, para a comunidade da Colônia Antonio Aleixo.

“Temos um grande patrimônio, o encontro das águas, que corre um grande risco”, disse ele, lembrando que parlamentares como Rebeca Garcia e os três senadores amazonenses (Jeferson Praia, Artur Neto e João Petro) já assumiram o compromisso de lutar para a preservação desse patrimônio.

Uma das organizadoras do evento, Conceição Sampaio (PP), chama a atenção para a importância da água, ao observar que as imagens mais bonitas do planeta têm sempre a presença da água, matéria predominante em todos os organismos vivos.

Mas, segundo ela, é importante lembrar, que apesar de estarmos com o privilégio a mais, por termos a maior bacia hidrográfica do mundo, ainda sofremos com a falta de água, nas zonas Norte e Leste.

Também ressaltou o dado da Agência Nacional de Água (ANA), que até 2.025, cada dois em 25 mil habitantes da terra estarão sofrendo com a falta de água. “Portanto, é preciso que políticas públicas saiam do papel”, disse.

De costa para o rio


Diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Dalvino Franca, ressaltou a importância de trazer o tema para o debate que envolva os parlamentares da região.

“Entendemos que essa discussão só terá resultado se passar pelo parlamento”, disse ele, argumentando que a Agência, é um órgão novo que pretende ter ramificação em órgãos estaduais, incentivando a realização de concurso público e capacitação de especialistas em gestão dos rios.

Dalvino também citou as 600 cisternas no subsolo de Istambul (Turquia-Ásia), construídas para o abastecimento durante as guerras, com castelos construídos em cima, e das casas pernambucanas construídas todas de costa para os rios, “onde se joga tudo o que não serve”. “Não desfrutamos as belezas dos rios. É essa inversão que devemos perseguir”, disse.

Representante do ministro Carlos Minc, o gerente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Marlei de Mendonça, diz que a discussão na região é mais do que simbólica, “é estratégica”.

“Não podemos repetir erros históricos sob pena de perdermos essa abundância”, afirmou. Para a deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB), precisamos usar a água de forma correta.

“Não podemos falar de água, sem falar de saneamento. Se há falta de água em Manaus, teremos problema de saneamento básico maior. Temos que investir em água e saneamento”, assegurou.

A deputada federal Rebecca Garcia (PP) leu trecho do livro do poeta e escritor Thiago de Melo para enfatizar sua preocupação com a água do planeta.

Disse que é preciso sair do Fórum com um documento e propostas a serem entregues aos executivos municipal, estadual e federal. A parlamentar disse que está preocupada com o futuro dos nossos recursos hídricos. “Precisamos de políticas públicas”, disse.

O senador Jefferson Praia (PDT) também criticou o fato de termos a maior reserva de água do planeta e ainda enfrentarmos problemas de abastecimento. “A irresponsabilidade e a incompetência devem ser observadas”, disse ele, voltando seus olhos também para os municípios do interior do Estado, que enfrentam problemas dessa natureza.

O secretário executivo da SDS, Daniel Borges Navas disse que o governo do Estado vem trabalhando a questão ambiental, por meio de uma agenda positiva, onde a água tem a sua importância.

Ele acha, entretanto, que como hoje temos água em abundância, pela nossa cultura, acreditamos que a água nunca vai acabar. Navas anunciou também que o Amazonas, passou a integrar, como titular, do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, numa eleição disputada com os estados do Pará e de Tocantins. “É o primeiro passo para uma grande caminhada em direção a uma boa gestão dos recursos hídricos”, disse.

O auditório Belarmino Lins, da Assembleia Legislativa do Estado, se transformou no grande centro de debate a respeito da água, vital para a vida humana e do planeta, com a realização do I Fórum das Águas de Manaus, reunindo representantes das três casas legislativas — Câmara Federal, Assembléia Legislativa do Amazonas e Câmara Municipal de Manaus.

Organizado pela deputada estadual Conceição Sampaio (PP), pela deputada federal Rebecca Garcia (PP) e pelo vereador Marcelo Ramos (PCdoB), o evento foi aberto pelo presidente da ALE, deputado Belarmino Lins (PMDB), e contou com a presença do diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Dalvino Troccoli França; do gerente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Marlei Mendonça, representante do ministro Carlos Minc; do senador Jefferson Praia (PDT); da deputada federal Vanessa Grazziotin; do secretário executivo da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS), Daniel Borges Nava, representando o governador Eduardo Braga; do pesquisador do Centro de Estudos Amazônicos da Fundação Rede Amazônica, Antônio dos Santos; do poeta Thiago de Melo; além de autoridades estaduais, municipais e representantes de organizações não governamentais.

Primeiro a se pronunciar na abertura do evento, o pesquisador Antonio Pereira dos Santos deixou uma mensagem de alerta aos participantes: “Falar de água é falar de um recurso abandonado ao longo dos anos pelas autoridades e pela comunidade.

Nossa bacia hidrográfica se transformou num grande depósito de resíduos. Só na Bacia de Educandos, estima-se que existam mais de 50 mil toneladas de lixo soterradas. Felizmente surge agora o Comitê da Bacia do Rio Solimões para discutir esse assunto”.

O vereador Marcelo Ramos (PCdoB) vê cada vez mais a necessidade de se discutir o tema nos dias de hoje, lembrando que São Paulo, segundo notícias de jornais, já está a um passo para sofrer um colapso no abastecimento de água.

O vereador também observou também que hoje, o Programa de Saneamento dos Igarapés de Manaus (Prosamim) se transformou na primeira iniciativa de se recuperar o que foi feito ao longo dos anos com os nossos mananciais urbanos. Entretanto, afirmou ser importante o trabalho de conscientização ambiental nessas áreas, porque nada vai adiantar se a comunidade continuar jogando lixo nos leitos.

Ramos destacou ainda a importância desse Fórum nas discussões e o envolvimento da comunidade no debate que vai decidir e avaliar os impactos da construção do Porto das Lajes.

Para o deputado Luiz Castro (PPS), a poluição dos nossos rios é um grande tema de grande preocupação. Segundo ele, hoje 85% dos nossos mananciais hídricos estão poluídos, e por isso, como assegura, a construção do Porto das Lajes representa um perigo para o encontro das águas, para a comunidade da Colônia Antonio Aleixo.

“Temos um grande patrimônio, o encontro das águas, que corre um grande risco”, disse ele, lembrando que parlamentares como Rebeca Garcia e os três senadores amazonenses (Jeferson Praia, Artur Neto e João Petro) já assumiram o compromisso de lutar para a preservação desse patrimônio.

Uma das organizadoras do evento, Conceição Sampaio (PP), chama a atenção para a importância da água, ao observar que as imagens mais bonitas do planeta têm sempre a presença da água, matéria predominante em todos os organismos vivos.

Mas, segundo ela, é importante lembrar, que apesar de estarmos com o privilégio a mais, por termos a maior bacia hidrográfica do mundo, ainda sofremos com a falta de água, nas zonas Norte e Leste.

Também ressaltou o dado da Agência Nacional de Água (ANA), que até 2.025, cada dois em 25 mil habitantes da terra estarão sofrendo com a falta de água. “Portanto, é preciso que políticas públicas saiam do papel”, disse.

De costa para o rio


Diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Dalvino Franca, ressaltou a importância de trazer o tema para o debate que envolva os parlamentares da região.

“Entendemos que essa discussão só terá resultado se passar pelo parlamento”, disse ele, argumentando que a Agência, é um órgão novo que pretende ter ramificação em órgãos estaduais, incentivando a realização de concurso público e capacitação de especialistas em gestão dos rios.

Dalvino também citou as 600 cisternas no subsolo de Istambul (Turquia-Ásia), construídas para o abastecimento durante as guerras, com castelos construídos em cima, e das casas pernambucanas construídas todas de costa para os rios, “onde se joga tudo o que não serve”. “Não desfrutamos as belezas dos rios. É essa inversão que devemos perseguir”, disse.

Representante do ministro Carlos Minc, o gerente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Marlei de Mendonça, diz que a discussão na região é mais do que simbólica, “é estratégica”.

“Não podemos repetir erros históricos sob pena de perdermos essa abundância”, afirmou. Para a deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB), precisamos usar a água de forma correta.

“Não podemos falar de água, sem falar de saneamento. Se há falta de água em Manaus, teremos problema de saneamento básico maior. Temos que investir em água e saneamento”, assegurou.

A deputada federal Rebecca Garcia (PP) leu trecho do livro do poeta e escritor Thiago de Melo para enfatizar sua preocupação com a água do planeta.

Disse que é preciso sair do Fórum com um documento e propostas a serem entregues aos executivos municipal, estadual e federal. A parlamentar disse que está preocupada com o futuro dos nossos recursos hídricos. “Precisamos de políticas públicas”, disse.

O senador Jefferson Praia (PDT) também criticou o fato de termos a maior reserva de água do planeta e ainda enfrentarmos problemas de abastecimento. “A irresponsabilidade e a incompetência devem ser observadas”, disse ele, voltando seus olhos também para os municípios do interior do Estado, que enfrentam problemas dessa natureza.

O secretário executivo da SDS, Daniel Borges Navas disse que o governo do Estado vem trabalhando a questão ambiental, por meio de uma agenda positiva, onde a água tem a sua importância.

Ele acha, entretanto, que como hoje temos água em abundância, pela nossa cultura, acreditamos que a água nunca vai acabar. Navas anunciou também que o Amazonas, passou a integrar, como titular, do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, numa eleição disputada com os estados do Pará e de Tocantins. “É o primeiro passo para uma grande caminhada em direção a uma boa gestão dos recursos hídricos”, disse.

Fonte: Diretoria de Comunicação
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