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Dia: 14/4/2009 às 17:49h

Castro diz que continuísmo na FAF enterra futebol local

Castro diz que continuísmo na FAF enterra futebol local

O deputado Luiz Castro (PPS) apresentou, hoje (14), no plenário da Assembleia Legislativa uma série de documentos que considerava preocupantes, envolvendo a Federação Amazonense de Futebol. Preocupante, porque ao longo dos últimos anos, afirmou Castro, temos observado a estagnação, para não dizer a decadência do futebol amazonense, apesar de sucessivos governos terem emprestado algum apoio financeiro para a FAF para ajudar a soerguer nosso futebol.

A preocupação que manifesto, disse o parlamentar, de posse desses documentos é correlata a um processo de intervenção na Federação Amazonense de Futebol.

Vários dirigentes e torcedores de diversos clubes amazonenses, sentindo, observando e constatando o prejuízo que suas equipes vêm acumulando ao longo dos anos, impetraram no Ministério Público Estadual um pedido de ação solicitando intervenção por parte do Poder Judiciário na Federação Amazonense de Futebol.

Esse processo, segundo o deputado, foi muito bem trabalhado no Ministério Público Estadual, que apurou e constatou que de fato e de direito as eleições na FAF ao longo dos anos têm sido fraudadas, havendo diversas irregularidades, além da falta e das falhas de gestão que estão acontecendo nos últimos anos.

O pior de tudo isso, assinalou Castro, é que o futebol amazonense vem percorrendo a ladeira do descrédito, caindo a cada ano e decepcionando aos aficcionados de nosso futebol que já teve seu tempo de glórias, mesmo ocorrendo todos os anos a injeção de recursos por parte do Poder Público Estadual, a pedido da Federação.

“Tivemos há duas semanas o episódio da tentativa de se vender a sede da FAF, que havia sido passada para as mãos de um laranja, mas que de fato era a sede da federação. Contudo, não apareceu comprador”, disse.

Durante os últimos anos, observou Castro, o futebol amazonense foi caindo da série B para a série C e para a D, pois aquele que geria a direção de nosso futebol, em paralelo exercia a prefeitura de um dos municípios mais distantes de nosso Estado—Eirunepé -- e praticamente abandonou a gestão da FAF durante todos esses anos nas mãos de terceiros e aparecendo muito mais nos eventos de mídia que lhe emprestavam algum prestígio para figurar como presidente da FAF.

Para complicar ainda mais a situação, disse Castro, “o juiz reconheceu e acolheu o parecer do Ministério Público e tomou a decisão de intervir na FAF, mas sabem qual foi a decisão do juiz que decidiu em primeira instância: ele nomeou como interventor da FAF o próprio presidente que a ação considera eleito de maneira irregular, que é o senhor Dissica Valério Tomaz. E isso está acontecendo aqui no Amazonas”, assinalou.

Segundo Castro, o juiz formou convencimento de que peça inicial corroborada pelo trabalho brilhante do MP estava correto e que realmente as eleições estavam todas irregulares, que a situação de gestão da FAF está irregular, que existe um número muito grande de problemas a serem sanados, entendeu e formou juízo de convicção fundamentado de que era necessário fazer a intervenção, mas decidiu colocar como interventor aquele que esteve à frente de toda essa situação irregular nos últimos anos.

“A emenda saiu pior do que o soneto”. Decisões judiciais não devem ser questionadas, muito menos criticadas, devem ser cumpridas e esta, com certeza, já deve estar sendo cumprida.

Mas como cidadão e parlamentar me permito colocar para meus pares a mesma indagação que me faço quando leio todo esse processo. Se o juiz desta causa entendeu que havia a necessidade de intervir na FAF, porque chamou o principal causador da situação para ser o interventor?”, questionou o deputado.

Para Castro, ou o juiz entendia que não era caso de intervenção ou deveria ter nomeado para interventor uma pessoa isenta, neutra e alheia a essa situação que causou essa profunda conturbação na FAF. “Essa é uma situação que as vezes até parece difícil de ser comentada na mídia, por parecer que há uma espécie de blindagem na FAF, mesmo assim não posso ser omisso”, declarou

Fonte: Diretoria de Comunicação
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