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‘Não podemos viver de forma predatória’, diz Figueira ao propor Audiência Pública para preservação do bioma amazônico

Por Assessoria de Comunicação

04.nov.2021 8:30h
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Foto: Jimmy Christian

O deputado estadual Angelus Figueira (DC) propôs, durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), a realização Audiência Pública para tratar da questão de preservação do bioma amazônico. Segundo o parlamentar, é importante que o Estado continue produzindo para fomentar a sua economia, mas de forma que não gere impactos negativos ao meio ambiente.

De acordo com Figueira, o Amazonas é o Estado que mais possui cobertura vegetal no planeta, razão que faz ser a unidade da federação que mais precisa focar na preservação.

“Queridos deputados, imprensa, senhor presidente, o mundo discute a questão climática e os efeitos desta mudança climática no cotidiano. O impacto no dia a dia e essa Casa, estamos dando entrada hoje em uma discussão que se faz necessária no Amazonas. Somos o Estado com maior cobertura vegetal no mundo inteiro e precisamos discutir isso. Estamos propondo uma Audiência Pública para tratar do nosso bioma, para tratar do impacto que a produção possa ter na questão climática. É necessário e temos que produzir, mas de forma sustentável”, disse.

O deputado ainda chegou a falar da importância de se adotar práticas sustentáveis para reduzir esse impacto. O Amazonas precisa caminhar neste sentido e não é só na questão da pecuária, ou da agricultura, ou da mineração, mas o impacto urbano precisa ter um acompanhamento muito forte de gestão nessas questões. Nós precisamos dotar o Estado do Amazonas de mecanismos para termos aferido o impacto dos diversos setores. É necessário que saiamos do discurso para que possamos ter instrumentos para medir, verdadeiramente, o impacto que possa haver nos diversos setores”, completou Figueira.

O parlamentar lembrou também que a Casa Legislativa, inclusive, já propôs o indicativo na questão dos recursos hídricos.

“É impressionante, senhores deputados, o impacto danoso, perverso dos nossos recursos hídricos a partir dos centros urbanos e a partir do mercúrio na questão da mineração. Precisamos equacionar esses problemas, não podemos permitir quando o mundo volta os olhos para Amazônia. Caminhar desta forma, na questão dos recursos hídricos é assustador. É extremamente preocupante, mas nós precisamos produzir. Não podemos também conviver de forma predatória, precisamos mostrar para o mundo que o Amazonas, que mantém 96% de cobertura vegetal, é um exemplo de providências e, por isso, estamos propondo uma audiência pública para tratar da questão”, finalizou.

 

Recursos hídricos

Visando a uma forma propositiva que debatesse os mais variados tipos de problemas e crimes relacionados aos recursos hídricos, mas que sugerisse soluções a médio e longo prazo, recentemente, um dos encaminhamentos definidos na audiência “Projetos Estratégicos para Prevenção e Zelo com os Recursos Hídricos do Amazonas”, realizada na Aleam, foi a criação do Instituto de Gestão dos Recursos Hídricos.

“A audiência pública se propõe a encaminhar o indicativo ao governo para que, de pronto, nós possamos criar um instituto de gestão dos recursos hídricos do Estado, com o princípio de formular e apoiar o Amazonas na execução da política estadual de recursos hídricos e saneamento básico”, informou o deputado à época.

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