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Alessandra Campelo alerta para violência vicária após tragédia nacional e destaca lei pioneira no Amazonas

Por Emanuel Mendes Siqueira

13.fev.2026 14:04h
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Foto: Miguel Almeida

A deputada estadual Alessandra Campelo (Podemos) voltou a chamar atenção para a gravidade da violência vicária após a repercussão de um caso ocorrido na última quinta-feira (12/02), em Itumbiara, Goiás, que chocou o país. Para a parlamentar, o episódio expõe uma forma cruel e silenciosa de violência contra a mulher que ainda precisa ser amplamente debatida pela sociedade.

A violência vicária ocorre quando o agressor utiliza os filhos ou pessoas próximas como instrumento de vingança para atingir emocionalmente a mulher, geralmente em contextos de separação ou rompimento de relacionamento. Segundo Alessandra Campelo, trata-se de uma das formas mais perversas de violência de gênero.

“Quando um agressor usa os filhos para ferir a mãe, ele ultrapassa todos os limites. É uma violência que atinge a mulher e também destrói emocionalmente crianças e famílias inteiras. Precisamos falar sobre isso com seriedade e responsabilidade”, afirmou a deputada.

Reconhecida pela atuação firme na defesa dos direitos das mulheres, Alessandra é autora da Lei Ordinária nº 7.119/2024, que institui diretrizes para a conscientização e o combate à violência vicária no estado do Amazonas. A norma estabelece medidas voltadas à prevenção, orientação e fortalecimento da rede de proteção, ampliando o debate sobre o tema no âmbito estadual.

De acordo com a parlamentar, a legislação nasceu da necessidade de dar nome e visibilidade a esse tipo específico de violência, que muitas vezes se manifesta por meio de ameaças contra os filhos, manipulação psicológica, alienação abusiva, retenção de crianças e outras formas de controle.

“A violência vicária não escolhe classe social, profissão ou endereço. Ela nasce do desejo de controle e vingança. Dar visibilidade a essa prática é uma forma de prevenir tragédias e fortalecer a proteção às mulheres e às crianças”, destacou.

Alessandra Campelo reforça que o enfrentamento à violência contra a mulher passa pela ampliação de políticas públicas preventivas, pela responsabilização rigorosa de agressores e pela conscientização da sociedade. A deputada também orienta que mulheres que sofram ameaças envolvendo seus filhos procurem ajuda e denunciem.

Os canais de denúncia e apoio disponíveis são: 180 (Central de Atendimento à Mulher), 190 (Emergência) e (92) 99400-0093 (WhatsApp da Procuradoria Especial da Mulher da Aleam).

“Filhos não são instrumentos de vingança. Precisamos romper o silêncio, proteger nossas mulheres e nossas crianças e tratar a violência vicária com a gravidade que ela exige”, concluiu a deputada.

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