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Amazonas está no pódio dos estados mais violentos do Brasil e deputado Wilker cobra planejamento da Secretaria de Segurança

Por Assessoria de Comunicação

02.ago.2023 16:23h
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Foto: Divulgação Assessoria

O deputado estadual Wilker Barreto (Cidadania) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), desta quarta-feira, 2, para repercutir os dados alarmantes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2022, que colocam o Amazonas como o terceiro estado mais violento do país. O parlamentar afirmou que os números refletem a sensação de insegurança vivenciada pela população amazonense e cobrou planejamento da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM) para conter os altos índices de criminalidade.

De acordo com o Anuário, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública no último dia 20 de julho, o Amazonas ocupa a terceira colocação no Ranking Nacional de Mortes Violentas Intencionais (MVI), com uma taxa de 38,8 por 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional (23,4 por 100 mil habitantes). Outro dado preocupante é o aumento no número de estupros de vulneráveis, onde o Estado lidera a lista este tipo de crime em todo o país, com 836 casos em 2022, num aumento de 37% na comparação com 2021, que foi de 603. O levantamento aponta, ainda, que a capital amazonense, Manaus, está na lista das 50 cidades mais violentas, com uma taxa de 53,4 mortes por 100 mil pessoas, figurando na 23ª posição do ranking.

Para Barreto, o retrato negativo da segurança pública do Estado evidencia a ausência de um cronograma de medidas enérgicas por parte da SSP-AM para combater a violência e diminuir os números elevados da criminalidade no território amazonense.

“Isso são dados do anuário de segurança pública, aí eu pergunto: existe planejamento da SSP-AM? Porque se existir, eu não conheço, nós não podemos achar que o Anuário colocando o Amazonas como o terceiro estado mais violento do país é natural, não é. Isso é absurdo, é afrontoso, a periferia hoje já não pertence mais ao cidadão de bem, o Estado hoje não oferece uma segurança pública mínima para o cidadão”, pontuou o parlamentar.

 

Críticas

Na tribuna, Wilker criticou o posicionamento do secretário de SSP-AM, General Mansur, durante entrevista à uma emissora local no dia 28 de julho, discordando da declaração do Ministro da Justiça, Flávio Dino, que disse haver uma crise na segurança pública do Estado. Na ocasião, o titular da pasta negou a suposta crise e frisou: “crise na segurança também é quando você vê depredação de prédios públicos ou de coletivos urbanos, isso não estamos vendo, muito pelo contrário”, que concluiu afirmando que houve redução nos indicadores criminais do Amazonas.

“Olha o que disse o secretário, é uma falta de respeito para com o povo do Amazonas, principalmente do interior que está entregue à própria sorte. Será que o secretário não percebeu que a violência no Amazonas está fora de controle? Será que os números que a sociedade tem conhecimento não demonstram uma falência no sistema de segurança pública? Ele fala que os números da violência caíram, não é que caiu, é que os números são estratosféricos, aqui tá morrendo duas a três pessoas por dia, não posso dizer que isso é uma redução”, ponderou Barreto.

 

Esclarecimentos

Diante dos números divulgados, Wilker, por meio de um requerimento convite, pede a vinda do secretário Mansur à Casa Legislativa para prestar esclarecimentos acerca do planejamento das ações do Estado para enfrentar e combater a criminalidade, bem como a queda nos números.

“O secretário de segurança pública precisa vir à Assembleia dizer que pelo menos tem um planejamento. Errando ou acertando, mas só se erra ou acerta quando se enxerga um planejamento, por isso, fica aqui o meu convite, num primeiro momento, ao secretário de segurança pública para que venha a esta Casa explicar a estratégia da segurança, quais ações serão tomadas para diminuir os números vergonhosos da violência no Amazonas, porque por trás desses números são vidas, é o seu Raimundo e a dona Maria que não podem mais ficar nas portas de suas casas, que têm medo de atender ao telefone na rua e pegar o coletivo”, finalizou.

 

 

Jornalista responsável: Nathália Silveira (92) 98157-3351

Texto: Dayson Valente