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Na semana das celebrações do Dia Internacional da Mulher (8 de março), a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), por meio da Procuradoria Especial da Mulher, presidida pela deputada Alessandra Campelo (Podemos), realizou, nesta quarta-feira (4/3), no Plenário Ruy Araújo, a Cessão de Tempo “Lute como uma garota”.
A ação rompe com a formalidade tradicional da data e aposta na conscientização de crianças e adolescentes sobre a importância de debater o feminicídio e promover a igualdade de direitos entre homens e mulheres.
A deputada Alessandra Campelo usou a tribuna para se manifestar e afirmou que, nesta quarta-feira, a Casa estava diferente e bonita, pois não estavam olhando apenas para crianças, mas para o futuro e para a esperança de que as coisas possam ser diferentes.
“Temos aqui meninos que estão usando uma camisa com a frase ‘Eu respeito as meninas’. Isso mostra que são meninos que vão crescer tratando as meninas com igualdade e respeito. São meninos que vão crescer entendendo que não são melhores nem maiores. Temos também meninas que estão usando uma camiseta com a frase ‘Lute como uma garota’. Isso mostra que essas meninas não vão aceitar nada menos do que igualdade e respeito. Não vão aceitar serem diminuídas”, destacou.
A parlamentar afirmou que a violência contra a mulher não começa na agressão física, mas na educação equivocada.
“Quando, às vezes, de forma errada, tentamos mostrar aos meninos que eles são mais fortes e maiores. E não são nem menores nem maiores, nós somos iguais. Meninos e meninas são iguais em seus direitos, embora fisicamente sejam diferentes. A violência começa quando ensinamos uma menina que ela deve aguentar calada, aceitar abusos, qualquer tipo de violência. A violência contra a mulher começa quando nós, adultos, não damos exemplos. Hoje, esta Cessão de Tempo é simbólica porque queremos dar esse recado à sociedade”, enfatizou.
Em aparte, o deputado Rozenha (PMB) também se manifestou em apoio à deputada. Ele disse que ouvia sua fala admirando a mulher que aquela menina se tornou.
“Vossa Excelência engrandece este Parlamento de uma forma diferente, com essa luta incansável, obstinada e corajosa que vem travando não só contra a violência contra a mulher, mas, acima de tudo, pela conscientização e punição de agressores. Hoje, no Amazonas, por mais estranho que possa parecer, um agressor de mulher não teme a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra a Mulher. O agressor teme a deputada Alessandra Campelo, porque sabe que ficará na mira de alguém que não tem piedade com o agressor”, afirmou.
Já a deputada Professora Jacqueline (União Brasil) falou sobre a Constituição Federal, que garante, em seu artigo 5º, que homens e mulheres são iguais perante a lei. “Ainda vemos muita desigualdade em relação às questões salariais, ao espaço político e à habitação. Todas as mulheres ainda sofrem muito, embora os direitos sejam assegurados por lei”, disse.
Crianças e adolescentes se manifestam
A solenidade contou com a participação de 50 crianças e adolescentes, 30 meninas e 20 meninos, que puderam expressar o que pensam sobre igualdade, respeito e os direitos das mulheres.
A pequena Valentina Cabral, de oito anos, apresentou um texto sobre as mulheres e falou da esperança de um mundo melhor no futuro.
“A história é marcada por mulheres que abriram caminhos, quebraram barreiras e provaram que o lugar da mulher é onde ela quiser. Mais do que grandes feitos, são os gestos cotidianos, a persistência silenciosa, a empatia e a firmeza diante das dificuldades que revelam sua verdadeira grandeza. Que cada menina cresça sabendo o seu valor e que cada mulher conheça a sua potência”, disse.
A adolescente Júlia Mota, de 16 anos, agradeceu à deputada Alessandra Campelo pela oportunidade de falar da tribuna da Aleam e pelo espaço concedido aos meninos e meninas.
“Hoje, falo como adolescente e estudante, e como a voz de muitas meninas que sonham, acreditam e estudam para tornar o mundo um lugar mais justo. Durante muito tempo, ‘lutar como uma garota’ foi usado como ofensa ou visto como algo negativo. Mas lutar como uma garota é ter coragem quando dizem que você não pode. Resistir mesmo quando tentam nos diminuir. Eu sonho com um futuro em que nenhuma menina tenha medo de andar sozinha”, afirmou.
Já Lenara Muniz, mãe de Bruna, de oito anos, e de Arthur, de 12, falou da importância da educação das crianças dentro de casa para formação de cidadãos melhores.
“Toda violência contra as mulheres começa na prevenção. Precisamos mostrar para quem é o nosso futuro que são as crianças que lutar como uma garota é uma mensagem que deve ficar na cabeça das meninas. Em casa, tento conscientizar meus filhos, principalmente o menino, que carrega o maior estigma do machismo estrutural”, afirmou.
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