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Cessão de Tempo para discutir situação da capivara “Filó” é realizada na Aleam

Por Diretoria de Comunicação da Aleam

25.abr.2023 15:10h
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Foto: Danilo Mello

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) realizou, nesta terça-feira (25), Cessão de Tempo, requerida pela deputada estadual Joana Darc (UB), que oportunizou espaço ao influencer Agenor Tupinambá, que viralizou nas redes sociais com vídeos de interação com a capivara “Filó”,  e que foi alvo de multa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), acusado de maus tratos com o animal.

Joana Darc afirmou, durante seu pronunciamento, que as acusações contra Agenor são infundadas. A parlamentar disse ser favorável à campanha “Animal silvestre não é pet”, mas enfatizou que as pessoas precisam conhecer e aceitar a realidade no interior do Amazonas, onde os animais da floresta convivem no mesmo espaço que os moradores interioranos.

“Agenor é uma pessoa que está sendo acusada injustamente e sofreu uma multa de R$ 17 mil do Ibama. Em nenhum momento, ele monetizou as imagens em que aparece com a Filó e, por isso, não pode ser acusado de ganhar dinheiro com a capivara. A Filó não é criada dentro de casa, ela vive livre circulando pela área onde o Agenor vive também”, esclareceu.

Na tribuna do Parlamento Estadual, Agenor Bruce Tupinambá, que é morador de um flutuante em Autazes (distante a 107 quilômetros de Manaus), esclareceu sobre o modo de vida dos interioranos que convivem com animais e, especificamente, sobre sua interação com a fauna regional. “Moro em um flutuante, divido o mesmo espaço com os animais e convivo com eles de modo pacífico. Os animais que vivem comigo são livres para ir e vir quando quiserem. Ela (Filó) sai a hora que quer, entra em casa a hora que quer. Ela é livre”, garantiu o influencer, que mostra sua rotina nas redes sociais, desde 2019. Ele também agradeceu à deputada Joana Darc pelo espaço em poder explicar a real situação.

Comentando o caso, a deputada Alessandra Campêlo (PSC) também enfatizou que na Região Norte, no interior, é comum que as pessoas convivam no mesmo espaço que os animais silvestres e o caso tem que ser visto de maneira especial.