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Deputada Alessandra Campelo lidera mobilização no Amazonas para reclassificar crime contra Julieta Hernández como feminicídio

Por Emanuel Mendes Siqueira

10.jun.2024 15:09h
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Foto: Danilo Mello

Reclassificar o crime cometido contra a artista venezuelana Julieta Hernández como feminicídio. Esse é objetivo da grande mobilização que acontece esta semana no Amazonas, sob a liderança e articulação local da deputada estadual Alessandra Campelo (Podemos). O ponto alto acontece nesta terça-feira (11/6), às 10h, com a Cessão de Tempo para a Sophia Hernández, irmã da vítima, se manifestar publicamente sobre o caso e explicar sobre a luta por justiça da família e do movimento de mulheres.

Na condição de procuradora especial da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Campelo foi procurada pelos familiares da vítima, movimentos sociais, rede de proteção e Ministério das Mulheres para coordenar e articular as diversas ações no Estado. Visitas institucionais (Tribunal de Justiça do Amazonas, Delegacia Geral, Defensoria Pública do Estado, OAB-AM), Cessão de Tempo e atos públicos estão previstos nas atividades.

“Estamos unidos – família da vítima, Procuradoria da Mulher da Aleam, União Brasileira das Mulheres (UBM), Cedim, Ministério das Mulheres, órgãos da rede de proteção – no objetivo principal de sensibilizar a Polícia Civil, o Ministério Público e a Justiça para que o crime cometido contra a Julieta Hernández seja reclassificado como feminicídio”, explicou a deputada Alessandra Campelo.

Entenda o caso

Conhecida como “Palhaça Jujuba” no mundo artístico, Julieta Hernández foi morta enquanto viajava pelo Brasil de bicicleta. Ela estava a caminho de seu país de origem quando desapareceu no dia 23 de dezembro, no município de Presidente Figueiredo (a 108 quilômetros de Manaus). A próxima parada seria em Rorainópolis, em Roraima.

No dia 6 de janeiro deste ano, seu corpo foi encontrado dentro de uma mata. De acordo com as investigações, a artista foi estuprada, assassinada e teve seu corpo queimado por um casal, que confessou o crime.

Em nota publicada na última semana, o Ministério das Mulheres manifestou “apoio à ação articulada pela União Brasileira de Mulheres (UBM) e os familiares de Julieta Hernández para que o crime seja reconhecido como feminicídio”.

No Amazonas, a deputada estadual Alessandra Campelo é a responsável pela mobilização, via Procuradoria da Mulher da Aleam.

Em janeiro, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE) denunciou os acusados Thiago Angles da Silva e Deliomara dos Anjos Santos pelos crimes de estupro, latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação cadáver. Agora, a família de Hernández pede a mudança da tipificação dos crimes.

Programação atualizada:

10 de junho (segunda-feira)

Reuniões institucionais no TJAM, Delegacia Geral e Defensoria Pública

11 de junho (terça-feira)

10h – Sessão plenária na Aleam com Cessão de Tempo concedida pela deputada estadual Alessandra Campelo para os pronunciamentos de:
Sophia Hernández (irmã da vítima)
Vanja Andréa (União Brasileira de Mulheres)
Dora Brasil (Conselho Estadual dos Direitos da Mulher)
Denise Motta Dau (Secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres do Ministério das Mulheres)

15h – Visita ao Mural Artístico em homenagem a Julieta Hernández no Centro Estadual de Convivência da Família Teonízia Lobo, no Mutirão

12 de junho (quarta-feira)

8h30 – Preparação e saída da caravana da Aleam para Presidente Figueiredo
10h30 – Escuta do Caso Julieta Hernández (Aberto)
11h – Manifestação Pacífica na Praça da Cultura (Aberto)

Objetivos:
– Exigir a reclassificação do crime como feminicídio;
– Lutar pela liberdade e segurança das mulheres;
– Demonstrar a força dos movimentos sociais.