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Desabamento da ponte na BR-319 foi discutido em Sessão Ordinária, na Aleam

Por Diretoria de Comunicação da Aleam

05.out.2022 14:02h
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Foto: Alberto César Araújo

O desabamento da ponte sobre o rio Curuçá, no Careiro (distante a 102 km de Manaus), na BR-319, foi o tema dos debates dos deputados estaduais, durante a Sessão Ordinária, desta quarta-feira (5), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A responsabilidade pela manutenção da ponte, bem como as investigações realizadas pelas Polícias Civil e Federal, foram questionados pelos parlamentares.

O primeiro a falar sobre o assunto foi o deputado Fausto Jr. (União Brasil), que informou sobre a construção de uma ponte metálica, pelo Exército, para substituir temporariamente a ponte que desabou e assim impedir o isolamento da população.

“Estarei indo ao local para acompanhar as ações da Defesa Civil e demais órgãos no socorro à população e cobrar do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Existe um contrato de R$ 40 milhões por ano de manutenção e parece que não está sendo usado. Para que a ponte tenha desabado, é o resultado de anos sem manutenção. É preciso avaliar as outras pontes quanto ao risco de desabamento”, afirmou.

Em aparte, o deputado Serafim Corrêa (PSB) criticou o que chamou de “indústria da manutenção da estrada”. “Há muitos anos as empresas de manutenção são as mesmas e, ironicamente, elas são do Paraná. Ninguém sabe a capacidade técnica dessas empresas. O fato é que a estrada fica trafegável somente durante o verão, ou seja, a empresa responsável pela manutenção não está cumprindo a função corretamente”, denunciou.

“Precisamos investigar quem ganha com o fato da BR-319 continuar há 40 anos intrafegável. Existem interesses para que a estrada fique desse jeito. Um contrato de manutenção de 400 km de barro e lama é piada, não existe asfalto. É ridículo, mas é verdade”, continuou Fausto Jr.

Ao se manifestar, o deputado Sinésio Campos (PT) disse ser necessário instalar, no âmbito federal, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para averiguar responsabilidades. “O DNIT sabia que a ponte corria risco de desabamento e a ponte desabou. O fato gerador para abertura de uma CPI são as vidas ceifadas”, afirmou.

 

Frete

Em seu pronunciamento, o deputado Abdala Fraxe (Avante) realizou uma comparação entre o valor do frete rodoviário com o fluvial. De acordo com ele, é preciso combater desinformação com informações técnicas. “Essa história de que o setor de transporte fluvial não quer permitir que a estrada seja concluída é uma falácia. Precisamos nos ater às questões de logística e custos. O transporte fluvial e marítimo sempre será mais barato que o rodoviário ou ferroviário”, esclareceu.

O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou ofício ao DNIT solicitando informações sobre a obra realizada na ponte que desabou. O órgão deu prazo de cinco dias para que o DNIT informe os procedimentos para a apuração das causas do acidente e possíveis responsabilizações.

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