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Em Audiência Pública na Assembleia Legislativa, superintendente do DNIT confirma conclusão de pontes semi-permanentes na BR-319 em outubro

Por Diretoria de Comunicação da Aleam

13.jun.2023 15:33h
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Foto: Hudson Fonseca

As pontes, em caráter semi-permanente, para a travessia sobre os rios Curuçá e Autaz Mirim, na rodovia BR-319 devem estar concluídas em outubro deste ano. A garantia foi dada nesta terça-feira (13), pelo superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), Luciano Moreira de Sousa Filho, durante Audiência Pública, realizada pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para discutir o cronograma das obras de restauração das pontes que colapsaram no ano passado. A iniciativa foi do presidente da Casa, deputado Roberto Cidade (União Brasil).

“A população quer saber o que acontece e quer encaminhamentos a respeito da solução do problema por parte do DNIT. Nossa intenção é contribuir com o debate e achar uma solução”, explicou o autor da propositura, deputado Roberto Cidade.

O Diretor-superintendente do DNIT, Luciano Moreira, deu detalhes das obras de construção das pontes. “É um assunto que interessa a todo o povo do Amazonas e merece toda a atenção. O DNIT tem trabalhado com muito esforço desde os acidentes que resultaram no desabamento das pontes. A princípio, foi o auxílio aos familiares das vítimas, depois estabelecemos o tráfego no local através de balsas e, por fim, começamos a investigar as causas dos colapsos, através de instituto de pesquisas”, afirmou.

Segundo o superintendente, o órgão está empenhando nas obras de construção das pontes semi-permanentes, com parte em concreto e parte em madeiras, até outubro deste ano. “Mesmo assim, o tráfego não terá o mesmo fluxo de veículos que as antigas pontes, mas pelo menos iremos deixar de utilizar as balsas. Estamos removendo os escombros antes para que possamos iniciar a construção das pontes. Todos os trâmites já foram realizados e agora é só esperar o nível dos rios baixar para podermos iniciar as obras. Sabemos do sacrifício da população e não estamos insensíveis a isso”, afirmou.

 

Cobrança de respostas

“Esta Casa recebe toda semana a população e os vereadores e prefeitos das cidades atingidas querendo nosso apoio para ter uma resposta”, resumiu Roberto Cidade. O presidente da Aleam fez um histórico da situação e salientou que o DNIT sempre foi avesso às explicações, solicitadas através de onze pedidos de Assembleia.

“São 120 mil amazonenses que necessitam circular mensalmente nessas pontes. Esta Casa precisa ter um diálogo fraterno com o DNIT para que possamos encontrar soluções, unidos”, avaliou Cidade.

A deputada Alessandra Campêlo (PSC) registrou insatisfação com a demora do órgão em resolver a situação. “Não consigo entender o motivo de não ter sido feito um processo de urgência, já que existe tanta atividade naquela rodovia. Se for preciso acionar a bancada federal, ir à Brasília, iremos”, anunciou.

O deputado Comandante Dan (PSC) disse que, essencialmente, os serviços oferecidos de transporte na rodovia são precários e insuficientes. “Balsa à deriva, a população tendo que puxar a balsa com cabo de aço, as balsas contratadas não possuem qualidade e o DNIT já tem um contrato de renovação com essas prestadoras de serviço”, avaliou.

O vereador Carlos Tavares (MDB), representando a Câmara Municipal de Careiro Castanho (distante 124 km de Manaus), expôs as dificuldades enfrentadas pela população do município vizinho e cobrou uma solução rápida. “Me entristece ouvir que a superintendência do DNIT dizer que vai construir uma ponte mista, ao invés de resolver o problema de uma vez”, lamentou.

Em seu pronunciamento, o deputado Wilker Barreto (Cidadania) disse que as balsas e empurradores que fazem a travessia são visivelmente precários e não estão em condições de fornecer um trabalho satisfatório à população.

“O custo de vida, que não é fácil nessas cidades, colapsou. Temos duas linhas de trabalho, uma é resolver a precariedade da prestação de serviço de travessia e, nesse caso, o governo estadual precisa intervir, mesmo que a esfera seja federal. Uma coisa é certa: o sofrimento está no limite”, declarou.

Já o deputado João Luís (Republicanos) afirmou que desde a primeira Audiência Pública em dezembro do ano passado nada mudou. “Os caminhões que trafegavam mesmo precariamente pela BR-319, agora não estão mais chegando a Manaus, que começa a sentir o desabastecimento”, lamentou.

O secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), Marcelus Campêlo, disse que o governo estadual tem prestado todo o apoio que lhe cabe, tanto às vítimas, quanto à população do local.

“Recentemente, o governador Wilson Lima esteve com o Ministro dos Transportes Renan Filho, que se comprometeu com o início das obras e conclusão até outubro deste ano. Contudo, é necessário ter uma cultura de manutenção preventiva das obras construídas no Amazonas”, declarou.

Estiveram presentes vereadores das cidades de Autazes, Careiro, Careiro Castanho, Manaquiri e Nova Olinda do Norte, além de diversos moradores das áreas afetadas e representantes de setores economicamente prejudicados pelo ocorrido como turismo, produção rural e transporte.

 

Pontes

O desabamento da ponte sobre o rio Curuçá, situada no KM 23 da BR-319, ocorreu em 28 de setembro de 2022. Essa ponte, dentro da área territorial do município do Careiro da Várzea (a 25 quilômetros de Manaus), resultou na morte de quatro pessoas, além de 14 feridas, quando sua estrutura colapsou.

Poucos dias depois, em 8 de outubro, foi a vez da ponte sobre o rio Autaz Mirim, localizada no KM 25 da mesma rodovia, cair, desta vez, felizmente, sem vítimas.