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Deputado Mario Cesar Filho participa da IV Expoanh em Nhamunda e reafirmou compromisso com o interior do Amazonas Foto Leandro Cardoso scaled
02.06.25 11:24h
Deputado Mário César Filho participa da IV Expoanh em Nhamundá e reafirmou compromisso com o interior do Amazonas
O deputado Mário César Filho (UB) esteve, no último domingo (01/06), na IV Exposição Agropecuária de Nhamundá (Expoanh), importante evento voltado à valorização do setor primário e da cultura do município, localizado a 382 quilômetros de Manaus. Ao chegar à cidade, o parlamentar foi recebido pela secretária municipal de Cultura, Ketlen Guerreiro, que agradeceu sua presença e apoio à realização do evento. Durante a agenda institucional, Mário César Filho reuniu com a prefeita de Nhamundá, Marina Pandolfo, em um encontro que contou ainda com a presença de deputados federais, prefeitos de municípios vizinhos, vereadores e senadores. A reunião foi marcada pela troca de ideias e pelo alinhamento de pautas voltadas ao fortalecimento do interior do estado. À noite, o deputado participou da programação da Exposição, evento que tem se consolidado como uma vitrine para produtores rurais, expositores, comerciantes e artistas locais. Mário César percorreu os estandes, conversou com moradores e reforçou seu compromisso com ações que impulsionam a economia local e valorizam a cultura de Nhamundá. Diante de um público estimado em mais de 2 mil pessoas, o parlamentar discursou, ressaltando a importância da emenda parlamentar de sua autoria, destinada à cultura, que foi fundamental para a realização da IV Expoanh. Em sua fala, reafirmou o compromisso com a população de Nhamundá e o fortalecimento das tradições do município. “É uma alegria imensa participar de um evento como este, que une cultura, economia e identidade regional. Nosso mandato está à disposição para continuar apoiando iniciativas que promovem o desenvolvimento do interior do Amazonas”, declarou o deputado.  
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02.06.25 10:19h
Comandante Dan denuncia caos na travessia do Curuçá e interrupção de tráfego na BR-319
O deputado estadual Comandante Dan (Podemos) denunciou, no domingo (1/6), a interrupção do tráfego de veículos na BR-319, na altura da travessia do Rio Curuçá (km 23 da rodovia que liga Manaus a Porto Velho/RO). Segundo relatos, parte da obra de reconstrução da ponte sobre o rio desabou, interrompendo também a travessia por balsa. Os primeiros relatos surgiram na noite de sábado (31/5) e na madrugada de domingo (1/5), por meio de vídeos divulgados em redes sociais. Para o parlamentar, a obra, atrasada há dois anos e oito meses, sofre com a falta de efetividade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). “Nenhum veículo atravessou o Rio Curuçá o dia inteiro de domingo, desde cedo até a noite. Do outro lado, havia uma fila de espera em direção a Manaus que passava de dois quilômetros e meio. Nossa equipe do Soluciona BR-319 atravessou o rio de canoa e encontrou uma centena de carretas, além de inúmeros cidadãos e cidadãs que se deslocavam para os mais diversos compromissos, a maioria, consultas médicas em Manaus. A BR parou, e até a noite de domingo não havia qualquer perspectiva de solução. Não bastaram dois anos e oito meses de uma travessia precária por balsa, incapaz de dar vazão ao fluxo de tráfego da rodovia?”, afirmou o deputado, que lidera o movimento popular Soluciona BR-319, em defesa da trafegabilidade segura da estrada. O desabamento ocorreu em um aterro provisório construído para dar acesso à balsa, que servia de passagem, enquanto a nova ponte sobre o Rio Curuçá é construída. Orlando Fanaia Machado, engenheiro e superintendente regional do DNIT no Amazonas, havia anunciado em maio que a nova ponte seria entregue em setembro. A ponte antiga desabou em 28 de setembro de 2022, causando a morte de cinco pessoas. Moradores dos municípios de Careiro da Várzea e Careiro Castanho, ambos a menos de 100 quilômetros de Manaus, afirmam que o desabamento era previsível, devido à falta de manutenção. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) restringiu a travessia de veículos entre Manaus e Careiro da Várzea, a partir do meio-dia, para evitar longas filas em direção a Porto Velho. Até o final da noite de domingo, a situação permanecia inalterada.    
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31.05.25 9:50h
Seminário de Segurança Inovadora da Aleam lança manifesto em defesa dos povos do Amazonas
A terceira edição do Seminário de Segurança Inovadora, realizada no Auditório Belarmino Lins da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deixou como legado um manifesto em prol de políticas públicas que promovam trabalho, renda e qualidade de vida para o povo amazonense. Embora tenha contado com uma plateia predominantemente masculina e, em grande parte, formada por militares, as palestras tiveram como foco a defesa social como alternativa de política pública de médio e longo prazo para o enfrentamento da violência na região, inclusive no combate aos crimes ambientais. O evento foi idealizado pelo deputado estadual Comandante Dan (Podemos-AM), presidente da Comissão de Segurança Pública, Acesso à Justiça e Defesa Social da Aleam. “Estou imensamente feliz com o balanço final do nosso evento, por uma série de razões. A principal delas é que conseguimos alcançar 36 dos 62 municípios do Amazonas, representados por suas comissões parlamentares de segurança pública, secretarias municipais e guardas municipais, que estiveram presentes no seminário. Desde 2023, temos focado na municipalização da segurança, por meio do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), instituído pela Lei nº 13.675/2018. Um terço da assistência veio do interior. Houve momentos em que não havia mais cadeiras disponíveis nem para as autoridades. Quem trabalha com o interior sabe a dificuldade de alcançar um resultado assim e a dimensão dessa conquista”, destacou o deputado, que cumpre seu primeiro mandato na Aleam. Comandante Dan, policial militar da reserva e ex-comandante-geral da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) entre 2008 e 2011, também ocupou diversos cargos de secretário executivo adjunto na área da segurança pública. Ele comparou o Sistema Único de Saúde (SUS) ao Susp. “No SUS, a atenção primária da prevenção ao primeiro atendimento cabe ao município, e a prevenção é realizada pelo agente comunitário de saúde, profissional essencial que atua diretamente na comunidade, promovendo saúde e prevenindo doenças. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) só é acionado em casos de emergência. Na segurança pública, precisamos qualificar os municípios para a prevenção, mas manter também uma estrutura de pronta resposta. A municipalização tem esse objetivo: legalizar as estruturas e qualificar institucionalmente a cidade para receber recursos diretamente do Ministério da Justiça e Segurança Pública e de programas correlatos”, explicou Comandante Dan. Defesa social como ferramenta de transformação Durante o seminário, que contou com 17 palestras em dois dias, o tema central foi a defesa social como estratégia para combater o crime organizado. Logo na abertura, o delegado federal Humberto Freire de Barros, diretor da Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal (PF), destacou que o crime organizado é o principal responsável pela devastação ambiental. Ele alertou que, na ausência do poder público, facções criminosas ocupam o espaço, e defendeu projetos de desenvolvimento que gerem trabalho e renda para as populações do interior, como forma de evitar a cooptação de cidadãos por organizações criminosas. “Precisamos de projetos que viabilizem trabalho, renda e qualidade de vida aos cidadãos do interior. Sem isso, não conseguiremos parar a cooptação que o crime faz com a população”, afirmou. Outros palestrantes reforçaram a necessidade de planejamento integrado, qualificação dos efetivos das forças de segurança e investimentos em prevenção. Falas dos palestrantes “A gente fica tentando conhecer os inimigos e deixa de conhecer nossos próprios problemas, nossas deficiências. Não é só falta de efetivo, mas falta de efetivo com qualidade, com treinamento e supervisão. Nós estamos cuidando disso?”, disse coronel José Vicente da Silva, ex-secretário Nacional de Segurança Pública. “Vocês já fizeram alguma simulação para um grande incêndio no aeroporto aqui de Manaus? Ou no Teatro Amazonas, por exemplo? Já pensaram em todas as possibilidades de um desastre como o que aconteceu na Catedral de Notre-Dame?”, afirmou o coronel José Vicente da Silva. “Hoje, o programa Ronda no Bairro não seria suficiente. Os desafios são maiores. Precisamos dobrar o contingente policial do Amazonas. Num estado com 1,5 milhão de quilômetros quadrados, onde cabe o Nordeste inteiro e ainda sobra 300 mil quilômetros quadrados, temos que gerar emprego para 10 mil guardas municipais para apoiar a segurança pública e a ação da polícia”, analisou o senador Omar Aziz (PSD-AM). “Precisamos muito mais de prevenção do que de repressão”, constatou senador Omar Aziz. “A polícia, os bombeiros e os guardas estão ou deveriam estar a serviço da coletividade. É nesse contexto, neste país profundamente injusto, que vocês são chamados a exercer suas funções com dignidade, coragem e compromisso com a transformação social”, enfatizou professor Ricardo Brisolla Balestreri, ex-secretário Nacional de Segurança Pública. “Não adianta tiro, porrada e bomba em favela. Nenhum bandido importante do Brasil mora em favela”, concluiu Ricardo Brisolla Balestreri. “Guardas civis não são polícias municipais”, definiu delegado federal Sérgio Fontes. “Guardas municipais são necessárias e úteis, tanto desarmadas quanto armadas. O uso da arma depende do trabalho a ser desempenhado. Por isso, é fundamental uma norma legal que regulamente o papel das guardas municipais, que não podem e não devem concorrer com a Polícia Militar nem com a Polícia Civil, mas atuar como força parceira”, defendeu o delegado federal Sérgio Fontes. Carta de Manaus 2025 A organização do III Seminário de Segurança Inovadora deve lançar, na próxima semana, a “Carta de Manaus 2025”, que reunirá os principais pontos abordados pelos especialistas durante o evento. Segundo Comandante Dan, alguns temas são tão consensuais que já se tornaram unanimidade entre os profissionais da segurança pública, como o controle da faixa de fronteira. “Sem isso, os projetos estão fadados a resultados não satisfatórios”, concluiu.
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Roberto Cidade apresenta proposta para garantir retirada de encomendas em centros de distribuicao no Amazonas Foto Herick Pereira
30.05.25 15:49h
Roberto Cidade apresenta proposta para garantir retirada de encomendas em centros de distribuição no Amazonas
O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), apresentou o Projeto de Lei nº 489/2025, que garante aos consumidores do Estado o direito de retirar produtos diretamente dos centros de distribuição ou de logística, quando houver insucesso na entrega domiciliar. A proposta, segundo o parlamentar, busca corrigir uma lacuna enfrentada com frequência por moradores de áreas urbanas e rurais do Amazonas, onde falhas recorrentes nos serviços de entrega prejudicam o acesso a produtos comprados pela internet. “Essa medida busca mitigar os transtornos enfrentados pelos consumidores diante de falhas recorrentes na entrega de produtos adquiridos por meio do comércio eletrônico. O Projeto de Lei visa garantir aos consumidores do Estado do Amazonas o direito de retirar suas encomendas em centros de logística, depósitos ou unidades de triagem, nos casos em que as tentativas de entrega no endereço informado não forem bem-sucedidas”, disse o presidente da Assembleia. A medida implementada por esta lei busca, entre outras coisas, reduzir o tempo de espera dos consumidores para receberem seus produtos, diminuir o número de encomendas extraviadas ou não entregues, aumentar a eficiência do processo logístico, especialmente em áreas de difícil acesso, e reforçar a confiança dos consumidores no comércio eletrônico. Roberto Cidade ressalta que a implementação dessa proposta proporcionará uma alternativa viável e eficaz para os consumidores do Estado do Amazonas. “É uma maneira de assegurarmos aos amazonenses os seus direitos, promovendo melhorias significativas no processo de entrega de produtos adquiridos on-line. Além disso, a lei contribuirá para o fortalecimento do comércio eletrônico na região, ao oferecer soluções que atendam às necessidades específicas dos consumidores locais”, finalizou. A matéria segue em tramitação na Assembleia Legislativa do Amazonas e, se aprovada nas comissões e em plenário, irá para sanção do Executivo Estadual. Dados Dados do relatório “CX Trends 2024”, de outubro do ano passado, revelam que 28% dos consumidores apontam atrasos na entrega como principal motivo para abandonar uma marca, e 58% afirmam que não comprariam novamente após uma experiência negativa.  
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Seminario na Assembleia Legislativa reforca protagonismo da seguranca publica na transformacao Foto Danilo Mello Aleam scaled
30.05.25 15:45h
Seminário na Assembleia Legislativa reforça protagonismo da segurança pública na transformação
Com foco em soluções eficazes para os desafios da criminalidade na região Norte, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) finaliza, nesta sexta-feira (30/5), a terceira edição do Seminário de Segurança Inovadora, reunindo especialistas nacionais e internacionais no auditório Belarmino Lins. O evento recebeu a palestra "Justiça e seus efeitos na segurança pública no Brasil e seus efeitos inovadores", de Ricardo Brisolla Balestreri, referência nacional em políticas públicas de segurança e ex-secretário nacional da área, consolidando o seminário como um espaço estratégico de articulação entre gestores, forças de segurança e instituições acadêmicas. Balestreri comentou sobre o evento, destacando ter diante de si a missão de dialogar com os presentes, formados em grande parte por alunos do Curso de Oficiais e Praças da Polícia e Bombeiros Militares, sobre os problemas da segurança pública no Brasil, bem como sobre as possíveis soluções inovadoras para enfrentá-los. “Este seminário, aliás, já traz em seu próprio título a ênfase na inovação. Gostaria, posteriormente, de aprofundar essa reflexão, ressaltando a importância de enxergarmos a segurança pública como um campo profundamente carente de propostas verdadeiramente inovadoras. Se é certo que a inovação é necessária em todas as áreas da administração pública, eu diria que ela se torna ainda mais urgente e imprescindível no âmbito da segurança pública”, declarou. Com três décadas de atuação dedicadas à valorização de policiais, bombeiros e guardas municipais, Ricardo Balestreri enfatizou a importância de resgatar o que chamou de verdadeiro sentido da atividade policial no Brasil. Para o conferencista, os profissionais da segurança pública devem ser reconhecidos como os "capilares da autoridade pública", agentes que, segundo ele, representam no imaginário coletivo as figuras paternas e maternas que existem para zelar pela sociedade. “A presença da polícia deve estar orientada por uma vocação protetiva, ética e preventiva, não meramente repressiva”, defendeu. Ao comentar o tradicional lema das corporações “servir e proteger a sociedade”, alertou para o risco de uma inversão de prioridades, na qual o combate ao crime se sobrepõe à função preventiva e de cuidado. “Perseguir criminosos é apenas uma consequência eventual da atividade policial, não o seu propósito essencial”, afirmou. Experiências Durante uma de suas palestras realizadas na Noruega, o educador, ex-secretário nacional de Segurança Pública e referência em direitos humanos, Ricardo Balestreri, compartilhou uma experiência marcante. Ao se apresentar dizendo “eu venho de um país pobre chamado Brasil”, foi imediatamente interpelado por um jovem estudante norueguês, que pediu a palavra para fazer uma correção. “Professor, estamos há três meses estudando os indicadores socioeconômicos do Brasil em nossa escola, e gostaria de sugerir uma mudança em sua fala. O senhor não vem de um país pobre. O Brasil é tão rico que nos causa vergonha aqui na Noruega. Nós somos pedra e petróleo. Vocês são um luxo perto de nós. Por isso, nunca mais diga que vem de um país pobre chamado Brasil. Diga que vem de um país injusto chamado Brasil. Porque ser injusto é muito diferente de ser pobre”, afirmou o jovem. Desde 1988, Balestreri afirma ter voltado seus esforços para a formação ética e humanista das forças de segurança, motivado pela convicção de que esses profissionais ocupam posição estratégica na transformação das estruturas de desigualdade que marcam o Brasil. Para Balestreri, o sentido mais profundo do trabalho policial e de toda a segurança pública está em servir à sociedade como um todo, especialmente aos mais vulneráveis. “Vocês não estão a serviço de uma bolha. A polícia, os bombeiros, os guardas estão, ou deveriam estar, a serviço da coletividade. E é nesse contexto, neste país profundamente injusto, que vocês são chamados a exercer suas funções com dignidade, coragem e compromisso com a transformação social”, disse. A mensagem final de Ricardo Balestreri é direta e incisiva: sem uma polícia de proximidade, não há segurança pública eficaz. Segundo ele, a polícia precisa ser mais do que um instrumento do Estado, ela deve ser, sobretudo, a polícia do povo. Isso significa estar presente no cotidiano das comunidades, construir vínculos com a população, escutar, dialogar e estabelecer relações de confiança. Para Balestreri, esse é um retorno à verdadeira vocação popular da polícia, que já foi mais evidente em momentos da história brasileira e que precisa ser plenamente recuperada. “A polícia deve conviver com o povo, ensinar e aprender com ele”, afirmou. Na avaliação do palestrante, dedicar a vida profissional exclusivamente ao enfrentamento de criminosos significa negligenciar a missão mais ampla das instituições de segurança pública. “Não vale a pena dedicar a vida aos bandidos. O foco deve ser a proteção da comunidade e a construção de uma presença pública que promova segurança com dignidade e respeito aos direitos”, concluiu. Biografia Ricardo Brisolla Balestreri é especialista em segurança pública e urbanismo social, coordenando atualmente o Núcleo de Urbanismo Social e Segurança Pública do Centro de Estudos de Cidades, do Insper. Integra o Conselho Nacional de Segurança Pública do Governo Federal e atua como professor na pós-graduação em Urbanismo Social do Insper. No âmbito governamental, destacou-se como diretor do Departamento de Pesquisa, Análise da Informação e Desenvolvimento de Pessoal em Segurança Pública e, posteriormente, como secretário Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, onde participou da formulação e implementação do Pronasci (Programa Nacional de Segurança com Cidadania). Também exerceu os cargos de secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária e de secretário-chefe do Gabinete de Assuntos Estratégicos no Estado de Goiás.
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