A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) realizou, nesta quinta-feira (5/2), a segunda Sessão Ordinária de 2026, no Plenário Ruy Araújo. Conduzida pelo presidente da Casa, deputado Roberto Cidade (União Brasil), a reunião marcou o debate, entre os parlamentares, de temas como a BR-319 (Manaus/Porto Velho), violência contra a mulher e a realidade das comunidades do interior, assuntos importantes para a sociedade amazonense.
Roberto Cidade destacou as medidas adotadas pelo governo federal que viabilizam a repavimentação de trechos da BR-319 (Manaus/Porto Velho).
“Venho a esta tribuna com muita alegria para falar que a lei que dá oportunidade para que possamos ter a nossa tão sonhada BR-319 pavimentada foi promulgada ontem. Então, é o momento de olhar com esperança para que o nosso estado possa ter a estrada mais uma vez pavimentada. Quero ressaltar e dizer que ninguém aqui é a favor do desmatamento ou de prejudicar a nossa floresta amazônica, mas não podemos abrir mão da nossa BR-319”, destacou.
O parlamentar também informou que, hoje, será divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela elaboração das provas do concurso público da Aleam, a lista com os nomes dos aprovados no certame.
“Trago uma grande notícia para vocês que participaram do concurso da Aleam. Hoje, a Fundação Getúlio Vargas vai disponibilizar, no seu site, os aprovados definitivos. E você que fez o concurso e foi aprovado, veja a sua classificação definitiva. Isso é mais um avanço para todos nós. Tenho muito orgulho desse feito, que é dos 24 deputados da 20ª legislatura. Só conseguimos avançar porque tivemos o apoio de todos”, afirmou.
Roberto Cidade também citou que a Aleam está trabalhando para ampliar as vagas para atender crianças e adolescentes no Centro de Inclusão Sensorial Dr. Hamilton Cidade, que realiza atendimento a crianças de até 14 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Síndrome de Down e outros transtornos do neurodesenvolvimento.
Prisão de agressor de mulher
A presidente da Procuradoria Especial da Mulher da Aleam, deputada Alessandra Campelo (Podemos), destacou, na manhã desta quinta-feira, a prisão de mais um agressor de mulheres.
A parlamentar afirmou que, hoje, o homem chamado Cleiton Barroso, conhecido como “Caçula”, presidente da Escola de Samba Grande Família, foi preso pela Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia de Combate a Crimes contra a Mulher.
“Esse homem agrediu sua mulher há alguns dias e, na delegacia, foi registrado apenas como vias de fato, e ele pagou fiança e saiu. Ele saiu, descumpriu a medida protetiva e continuou ameaçando a mulher. Mas a Procuradoria da Mulher não dorme, nem o Ministério Público. Trabalhamos com o nosso departamento jurídico, fizemos o acompanhamento da vítima. Começamos a fazer justiça nesse caso. É mais um agressor de mulher atrás das grades”, destacou.
Comunidade de Democracia
O deputado Rozenha (PSD) usou a tribuna do Plenário Ruy Araújo para cobrar melhorias no ramal da comunidade de Democracia, no município de Manicoré (a 332 quilômetros de Manaus). De acordo com o parlamentar, a comunidade está praticamente isolada após a queda de três pontes no ramal.
“Existe um ramal que liga a comunidade de Democracia à BR-319 (Manaus/Porto Velho), e o que mais me deixa indignado é percebermos que muitos brasileiros têm perdido o seu direito de ir e vir por causa de uma ponte. Sem esse ramal, que tem três pontes — uma delas com 100 metros e totalmente deteriorada —, a situação fica inviável. No quilômetro 34, sobre o Rio Amapá, a ponte tem 44 metros e não passa nem uma moto. Esse ramal, durante décadas, foi a única saída logística viável de um povo tão sofrido. Manicoré precisa da pavimentação desse ramal, senão não vai conseguir usufruir da BR-319”, alertou.
Vistoria obrigatória
O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Aleam, deputado Mário César Filho (União Brasil), voltou a criticar a realização da vistoria obrigatória cobrada pelo Departamento de Trânsito do Estado do Amazonas (Detran) aos veículos que atrasam o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
“Fiz um requerimento ao Governo do Estado referente à vistoria obrigatória por atraso de IPVA, que o Detran, erroneamente, insiste em manter. Imagine alguém que mora no interior, em um lugar distante, e, se atrasar o IPVA, para ter o licenciamento anual do carro, só é liberado com essa tal vistoria obrigatória. Exigir essa vistoria, além de ferir o Código de Trânsito Brasileiro, ainda traz um transtorno para a população”, enfatizou.
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