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08.09.21 12:27h
Audiência Pública para debater o Ensino cívico militar no Amazonas. acontece, nesta quarta-feira
Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Amazonas (Coed/Aleam), presidida pela deputada professora Therezinha Ruiz (PSDB), realiza nesta quarta-feira (8), Audiência Pública para debater o Ensino cívico militar no Amazonas. O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares é uma iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Defesa, que apresenta um conceito de gestão nas áreas educacional, didático-pedagógica e administrativa com a participação do corpo docente da escola e apoio dos militares. Em Manaus existem 3 escolas que atuam dentro desse conceito: as Escolas Professor Nelson Alves Ferreira, Tereza Siqueira Tupinambá e Professor Reinaldo Thompson. A Audiência pública foi marcada para ampliar os debates. A deputada professora Therezinha Ruiz, entende que este novo modelo educacional Cívico Militar é importante na nossa sociedade atual. “Vale ressaltar que não é totalmente militar. Este modelo permite que os civis profissionais da educação sejam parte do ensino e do pedagógico, unindo isso à parte disciplinar com o apoio dos militares para melhorar ou aperfeiçoar as diferentes condutas e comportamentos dos jovens”. A audiência começa a partir das 13h, e também será transmitida on-line pelos canais da Aleam. Devem participar ainda, o presidente da Associação Brasileira de Educação Cívico Militar (Abemil), capitão David Sousa, o secretário municipal de educação, Pauderney Avelino (representando o prefeito de Manaus, David Almeida), a secretária executiva adjunta da capital da Seduc, Arlete Mendonça, secretária executiva adjunta do interior, Ana Maria Araújo, entre outros convidados.
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admin ajax 1
08.09.21 11:32h
“Iremos recorrer da decisão”, afirma deputado Carlinhos Bessa sobre CPI da Energia
O vice-presidente da Assembleia do Amazonas (Aleam), deputado estadual Carlinhos Bessa (PV),  relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Amazonas Energia, falou na manhã de hoje (8) sobre a decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que suspendeu o andamento dos trabalhos da CPI. O parlamentar afirmou que a Aleam irá recorrer da decisão. “Fomos surpreendidos com essa decisão que recebemos por meio da imprensa, pois a Aleam ainda não foi notificada oficialmente, por conta do feriado. Sem dúvidas a Procuradoria desta Casa irá recorrer da decisão que suspendeu os trabalhos da CPI, para que possamos dar continuidade nos trabalhos da maneira mais rápida possível”, disse. Bessa ressaltou, ainda, os motivos que asseguram a necessidade do andamento da CPI. “Os fatos concretos são bem claros. A Amazonas Energia tem um péssimo fornecimento de energia e quem mais sofre são os consumidores. Temos uma tarifa alta que não condiz com a qualidade do que é fornecido para a população. Além disso, o investimento que a empresa afirma estar realizando no estado não têm trazido melhorias efetivas e isso precisa ser apurado”, enfatizou. O parlamentar afirmou também que a instalação da CPI atende aos anseios da população que busca por respostas. “A CPI é um desejo de toda a sociedade amazonense e nós estamos aqui representando o povo. Com o trabalho da CPI, poderemos apurar as irregularidades e fazer as denúncias necessárias ao Ministério Público para que todas as medidas sejam tomadas”, finalizou.
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admin ajax 2021 12 19T234125.593
07.09.21 12:52h
Dermilson Chagas constata que Governo do Amazonas não está investindo recursos no João Lúcio
O deputado Dermilson Chagas afirmou, nesta terça-feira (7/9), que o Governo do Amazonas está mentindo ao divulgar, por meio de peças publicitárias e de matérias jornalísticas, que o Estado aplicou investimentos no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, localizado na zona leste de Manaus. Em uma visita-surpresa que fez à unidade hospitalar nessa segunda-feira (6/9), para fiscalizar diversas denúncias que recebeu em seu gabinete sobre desabamento de forros, inundações, fiações expostas, buracos, rachaduras, superlotação de pacientes, sobretudo em corredores do hospital, falta de medicamentos, ausência de médicos nos plantões e, principalmente, atendimento desumano, o deputado constatou que a maioria das reclamações são verdadeiras. O Governo do Amazonas divulgou, em 9 de dezembro de 2020, que a reforma no HPS João Lúcio iria “aumentar consideravelmente a capacidade de atendimento daquela unidade de saúde”. Entretanto, o que o deputado Dermilson Chagas presenciou foi dezenas de pacientes em macas, sem colchonetes e sem lençóis, em todos os corredores do hospital. “O que eu presenciei ontem (6/9) foi chocante, sobretudo os pacientes idosos jogados em cima de uma maca de metal e a farmácia do hospital praticamente desabastecida”, comentou Dermilson Chagas. Ainda no dia 9 de dezembro de 2020, o Governo do Estado divulgou, por meio da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), que “o novo gerador já está instalado em base de concreto, aguardando para ser interligado com a subestação. Quanto à subestação, toda a infraestrutura foi readequada com a instalação dos novos equipamentos, dos painéis e transformadores, faltando a passagem de cabos para concluir o serviço”. Entretanto, no dia último dia 30 de agosto de 2021, foi divulgado, por meio de vídeos no WhatApp, que o hospital teve um “apagão” de energia elétrica, revelando que o gerador não funcionou. Além disso, os forros de algumas salas do hospital caíram, sendo algumas delas uma enfermaria no 1º andar e uma sala de conforto dos médicos, segundo foi confirmado por uma funcionária da unidade de saúde. Já do lado externo, há sinais visíveis de rachaduras, falta de azulejos, fiação exposta, condicionadores de ar sem funcionamento, buracos nos forros e, sobretudo, muita sujeira acumulada em frestas e buracos dos forros externos. “Se houve obras de fato, foram obras frágeis e mal feitas, especialmente porque o projeto básico do hospital incluía, dentre outros serviços, a troca total dos forros. Então, se uma simples chuva foi capaz de trazer os forros abaixo é porque a secretaria que executou o serviço, e, nesse caso, foi a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), não cumpriu com o que é exigido em obras desse porte, ou seja foi relapsa, ou, pior ainda, comprou materiais mais baratos, de péssima qualidade, para economizar dinheiro de forma ilícita. E o hospital foi reformado com dinheiro do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), então o Governo não pode afirmar que não havia recurso. Houve, sim. Só não foi bem aplicado”, ressaltou o deputado. Praticamente sem remédios Uma servidora do hospital informou que há insuficiência de medicamentos, inclusive os mais básicos, para o atendimento dos pacientes. “O que não está faltando, eu estou, na verdade, com o abastecimento reduzido. Há muitos itens zerados e alguns medicamentos estão com o abastecimento crítico, como soro fisiológico”, informou a funcionária da farmácia. O deputado constatou que também que a Metoclopramida (Plasil) está com o abastecimento crítico. “Além dos medicamentos, faltam também equipamentos básicos, como luvas, máscaras e álcool em gel”, disse o deputado. Dermilson Chagas circulou por diversas áreas do hospital e conversou com os acompanhantes dos pacientes que foram deixados em cima de macas à espera de atendimento médico. O parlamentar ouviu diversas queixas de falta de informação sobre o quadro clínico para os parentes que estavam acompanhando os doentes e, principalmente, que os médicos não apareceram durante toda a manhã para verificar os doentes e/ou prestar algum tipo de informação sobre o estado de saúde dos pacientes. “Não é só decepcionante, é vergonhoso e triste ver que um dos maiores hospitais do Amazonas e que é responsável, principalmente, pelo atendimento de pessoas de duas grandes zonas populacionais, as Norte e Leste, está nesse estado crítico, desumano e totalmente relegado a segundo plano pelo Governo do Amazonas, que, em julho, anunciou que havia concluído a reforma geral. É simplesmente lastimável”, comentou Dermilson Chagas. Reforma geral não terminou no prazo previsto A unidade hospitalar passou por recente reforma com investimentos de R$ 15.492.141,61. Dermilson Chagas explicou que, em 23 de junho deste ano, a própria Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) divulgou que as obras tinham alcançado o percentual de 99% de execução e que os trabalhos encerrariam no mês de julho. Entretanto, o contrato para a reforma geral na unidade hospitalar foi assinado em 26 de maio de 2020 e estabeleceu prazo de 180 dias para a finalização da obra, que deveria ser em novembro de 2020. Segundo a SES-AM, a reforma foi realizada tanto na área externa quanto na área interna de toda a unidade hospitalar. Porém, não é o que se constata no local, pois as fissuras nas paredes, as infiltrações, os remendos nas fiações elétricas, que oferecem risco para pacientes e funcionários, estão expostas. Apesar de todos esses problemas existirem, a SES-AM divulgou que as intervenções foram realizadas nos sistemas elétricos de alimentação, distribuição e consumo final, compreendendo o térreo e três pavimentos de enfermarias, prédio administrativo, prédio anexo, área externa e cobertura, totalizando uma área total de 24.202,58 m². Estado tem recursos sobrando Dermilson Chagas disse que o Governo do Amazonas tem excedente de caixa, visto que a arrecadação tributária do Estado está em alta desde 2019. O parlamentar demonstrou, apoiado em dados do Portal da Transparência, que o Governo do Amazonas recebeu R$ 19,8 bilhões em 2019 e gastou R$ 16,1 bilhões, tendo um saldo de R$ 3,7 bilhões. No ano de 2020, o Governo do Estado recebeu R$ 22,7 bilhões, teve despesas de R$ 18,6 bilhões e teve um saldo de R$ 4,1 bilhões. Já neste ano, somente nos seis primeiros meses, o Governo do Amazonas arrecadou R$ 13 bilhões, tendo gasto R$ 9,6 bilhões e restando um saldo de R$ 3,4 bilhões. O deputado também lembrou que a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) já autorizou o empréstimo de mais de R$ 3,6 bilhões à gestão do governador Wilson Lima. O parlamentar destacou que as solicitações de empréstimo são autorizadas sem que haja discussão aprofundada no plenário da Aleam e que, sobretudo, as mensagens governamentais tramitam em regime de urgência, apesar de não trazerem justificativas suficientes das aplicações dos recursos e nem qual a metodologia pela qual esses empréstimos serão pagos. “Em 11 de dezembro de 2019, a Aleam autorizou, por meio da Lei 5.048, o empréstimo de US$ 250 milhões. Em 3 de junho de 2019, por meio da aprovação da Lei 4.850, foi autorizado o empréstimo de R$ 400 milhões com o Banco do Brasil. Em 23 de julho de 2021, a Casa aprovou a Lei 5.547, permitindo outro empréstimo, desta vez de R$ 1,5 bilhão com Banco do Brasil. E agora, em 26 de agosto, por meio da mensagem governamental 93/21, o Governo do Estado pede autorização para contrair mais US$ 80 milhões. Isso tudo, somado, vai dar um valor de três bilhões e seiscentos milhões de reais”, explicou Dermilson Chagas. Superfaturamento denunciado no TCE e no TJAM O parlamentar criticou a atitude da Aleam de autorizar tantos empréstimos com finalidades obscuras, pois os recursos são liberados, mas não há transparência, por parte do Governo do Estado, da utilização correta desses investimentos, pois, há, em vários casos, indícios muito fortes de superfaturamento, como foi o caso da compra dos condicionadores de ar para o HPS João Lúcio, que, no mês de julho, encerrou as obras da reforma geral da unidade, segundo noticiou a Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) e Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), em seus respectivos portais. A compra dos condicionadores de ar integra o projeto de revitalização do Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, que, no total, custou mais de R$ 15 milhões aos cofres públicos. O processo de revitalização foi realizado com dispensa de licitação. Por isso, em 13 de julho de 2020, Dermilson Chagas protocolou, no Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) uma representação, com pedido de medida cautelar, com o intuito de suspender o pagamento do contrato, devido aos fortes indícios de fraudes à licitações e improbidade administrativa, além de superfaturamento na compra de equipamentos, no contrato administrativo nº 019/2020, firmado entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Região Metropolitana de Manaus (Seinfra) e a empresa RR Construções e Transportes – EPP para a reforma geral do hospital João Lúcio. O deputado Dermilson Chagas também ingressou com uma ação popular, no dia 30 de julho de 2021, no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), denunciando o superfaturamento na compra de condicionadores de ar para o HPS João Lúcio. Ele destacou que os equipamentos foram comprados por R$ 1.929.378,70, mas poderiam ter sido adquiridos por R$ 920.280,00, segundo uma pesquisa atual de mercado. Esses números revelam uma diferença de R$ 1.009,098,70. Dermilson Chagas destacou que o fato específico que chama a atenção diante da clara dilapidação do erário é que os valores apresentados pelo Governo do Estado para a compra de condicionadores de ar superam o dobro dos valores aplicados hoje em dia no mercado. Ele explica que o valor orçado no projeto básico para a aquisição de 240 aparelhos de ar-condicionado revela que 80 máquinas de 12 mil BTUs foram adquiridas por R$ 3.349,69, cada. Porém, o modelo mais caro disponível no mercado custa R$ 1.868,00. O Estado do Amazonas também comprou 40 máquinas de 24 mil BTUs por R$ 5.781,50, cada. No entanto, o mesmo aparelho está disponível no mercado por R$ 2.081,00. O Governo também comprou um total de 120 máquinas de 36 mil BTUs Cassete, sendo que cada uma custou R$ 11.801,48, mas poderiam ter sido adquiridas no mercado por R$ 5.730,00. O deputado Dermilson Chagas ressaltou que não se trata de um sobrepreço, mas de doloso saque ao erário. “Se somarmos todo o exposto no orçamento emitido pelo Governo do Estado e dividirmos pelo número de máquinas, cada máquina instalada sai pelo valor de R$ 10.561,98. Um orçamento nos dias de hoje está em anexo nos autos e já foi demonstrado em tela, revelando que há fortes indícios de superfaturamento”, disse o parlamentar. Gastos exorbitantes com o Delphina Aziz O deputado Dermilson Chagas também destacou que já denunciou, por diversas vezes, na Aleam, que o Governo do Amazonas gasta mais recursos públicos para pagar o Hospital Delphina Aziz do que gasta com os quatro maiores hospitais públicos do Amazonas (João Lúcio, 28 de Agosto, Adriano Jorge e Platão Araújo). Ele informou, com base nos dados do Portal da Transparência, que, desde 2019, o Estado gasta recursos exorbitantes para pagar o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), que administra o Hospital Delphina Aziz, e a Parceria Público-Privada (PPP) com a empresa Zona Norte Engenharia, Manutenção e Gestão de Serviços S.A. SPE, em detrimentos das demais unidades, que não recebem nem a metade do montante do que é destinado para o INDSH anualmente. Em 2019, o Governo do Estado destinou R$ 82 milhões para o Adriano Jorge, R$ 43 milhões para o João Lúcio, R$ 65 milhões para o 28 de Agosto e R$ 23 milhões para o Platão Araújo. Entretanto, o Delphina Aziz recebeu mais de R$ 80 milhões. Portanto, os dados revelam que, em 2019, o Governo do Amazonas gastou com o Delphina Aziz apenas 37% de tudo que foi gasto com os quatro maiores hospitais do Estado (R$ 214,9 milhões). Em 2020, o Adriano Jorge recebeu R$ 87 milhões, o João Lúcio R$ 51 milhões, o 28 de Agosto R$ 76 milhões, o Platão Araújo R$ 27 milhões e o Delphina Aziz R$ 268 milhões. Isso equivale dizer que, em 2020, os gastos do Delphina Aziz triplicaram em relação a 2019, crescimento de exatos 233%, enquanto os gastos com os outros quatro hospitais cresceram apenas 13% (R$ 242,7 milhões). Os dados mostram que somente as despesas com o Delphina Aziz superaram em mais de 10% a soma dos gastos de todos os outros grandes quatro hospitais do Amazonas e que o governo Wilson Lima gastou com o Delphina Aziz mais da metade de tudo o que gastou com os cinco maiores hospitais do Estado (R$ 510,7 milhões). Neste ano de 2021, até junho, já havia sido pago para o Delphina Aziz R$ 106 milhões, R$ 28 milhões para o Adriano Jorge, R$ 23 milhões para o 28 de Agosto, R$ 13 milhões para o João Lúcio e apenas R$ 7 milhões para o Platão Araújo. Portanto, juntos, os quatro hospitais gastaram R$ 73,9 milhões, enquanto o Delphina Aziz gastou R$ 106,9 milhões, ou seja, a unidade hospitalar, sozinha, gastou quase 45% a mais do que a soma de todos os outros grandes hospitais avaliados. Gastos não levam em consideração a quantidade de leitos Durante os anos de 2020 e 2021, em valores acumulados, o hospital Delphina Aziz gastou exorbitantes R$ 374,9 milhões para manter apenas 433 leitos, segundo informações do Portal do DATASUS. O valor supera em quase 20% a quantia de R$ 316,9 milhões em gastos somados dos hospitais Adriano Jorge, João Lúcio, 28 de Agosto e Platão Araújo, os quais, juntos, mantêm e disponibilizam 1.027 leitos. O deputado Dermilson Chagas ressalta que o elevado custo de manutenção do Delphina Aziz, comparado à manutenção dos demais hospitais públicos do Amazonas, revela grave equívoco de gestão que pode ter causado a morte de milhares de pessoas, por falta de leitos, durante a pandemia. Os números de leitos disponíveis nos hospitais do Amazonas, divulgados no Portal do DATASUS, comprovam que os valores gastos no Delphina Aziz, em custo/leito disponível, superam em mais que o dobro o custo/leito de estruturas hospitalares similares do Estado. Para o parlamentar, é injustificável que o Governo do Amazonas tenha escolhido gastar R$ 374,9 milhões para manter 433 leitos, quando o mesmo valor poderia ter adicionado mais de 1.215 leitos ao sistema de saúde do Amazonas, decisão que teria mais que dobrado o número de leitos em hospitais públicos similares do Amazonas.
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admin ajax 2021 12 19T234310.967
06.09.21 21:58h
Wilker e Dermilson constatam estoque crítico de medicamentos e situação “desumana” no João Lúcio
Os deputados estaduais Wilker Barreto e Dermilson Chagas realizaram nesta segunda-feira, 6, uma fiscalização no Hospital e Pronto Socorro (HPS) Dr. João Lúcio, localizado na Zona Leste de Manaus. Durante a vistoria, os parlamentares constataram várias irregularidades na unidade hospitalar, como a presença de leitos nos corredores, a falta de medicamentos, o estoque crítico de itens essenciais, bem como o atendimento desumano dos pacientes e a péssima estrutura do local. A situação precária da unidade ainda envolve a falta de luvas, máscaras, álcool em gel, medicamentos como Cloreto de Potássio (Soro) zerado e itens como Metaclopramida (Plasil) em estoque crítico. Além disso, macas sem colchões, ausência de lençóis e pacientes enfileirados nos corredores. Todos esses problemas foram encontrados pelos deputados. Para Wilker, o hospital apresenta falhas de estruturas contínuas, longe de uma unidade considerada referência em neurocirurgia e politrauma no Amazonas. O parlamentar aproveitou para criticar a ausência do diretor do João Lúcio durante a fiscalização no local. “Vimos aqui o descaso e o abandono que se encontra o hospital. Pacientes dormindo em cima de ferro, hoje os corredores são leitos oficiais do João Lúcio, faltam medicamentos importantíssimos, não tem soro, enfermaria sendo dividida entre homens e mulheres juntos. Isso indigna porque é um hospital que recebeu mais de R$ 14 milhões em recursos”, criticou Barreto, frisando o pagamento de R$ 14.690.675,98 feito pelo Governo para a reforma do HPS João Lúcio, desde 2020. Já Dermilson aproveitou para salientar a péssima estrutura do local e lamentou o péssimo serviço oferecido para os pacientes do HPS João Lúcio. “Um contrato superfaturado denunciado por e o que vimos aqui é um telhado que não foi dado uma manutenção adequada, na primeira chuva o teto desabou, constrangendo o paciente que já não é bem atendido e os funcionários. Isso é um grande desrespeito com a população. Uma estrutura dessa não era para estar assim”, ponderou Chagas. Diante dos inúmeros problemas, Wilker avisou que irá acionar os órgãos de controle para denunciar tanto as irregularidades encontradas quanto o aporte dos mais de R$ 14 milhões investidos e que não refletem na atual condição que se encontra o hospital. “Vamos procurar os órgãos de controle e, na questão dos R$ 14 milhões já pagos, iremos provocar o TCE para que um setor de engenharia possa comprovar a aplicação dos recursos, acompanhados de nós, deputados estaduais”, explicou Wilker. Barrar deputados Ao chegarem no local, Wilker e Dermilson foram informados pela direção do hospital, por telefone, que uma “recomendação” do Ministério Público impediria a entrada dos deputados nas dependências da unidade, ferindo a prerrogativa do exercício parlamentar. De acordo os parlamentares, a direção do João Lúcio informou que o MP recomendou que deputados estaduais precisam de “autorização” do Parlamento estadual para vistoriar unidades hospitalares. O ato de barrar pegou de surpresa Wilker e Dermilson, que acionaram os policiais da Casa Militar da Casa Legislativa. Após uma hora de espera, os parlamentares iniciaram a fiscalização na unidade hospitalar. “Recomendação do Ministério Público não tem força de lei, ligamos para a Procuradoria da Assembleia e para o Procurador Geral de Justiça e não tem nenhum pedido do MP contra dois deputados. Se um deputado não puder fiscalizar órgãos públicos, acabou o mandato, melhor fechar a Assembleia”, ponderou Barreto. Já Dermilson achou a recomendação “estranha” e afirmou que irá se reunir com os órgãos de controle. “Eu não vi nenhuma ação de nenhum órgão chamando atenção do secretário, processando o governador e agora vem uma notícia de que houve uma recomendação. Mas desculpa, em respeito às instituições, recomendação não é lei e não fomos notificados em nenhum momento dessa decisão”, finalizou.
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admin ajax 2021 12 19T234446.193
06.09.21 13:32h
Comissão recebe denúncias que crianças estão sendo “alugadas” para pedir dinheiro nos semáforos
Na última desta sexta-feira (03), foi realizada a terceira ação da campanha “Não dê dinheiro, dê futuro!”, de forma simultânea em oito pontos estratégicos da cidade. A iniciativa é da Comissão de Promoção e Defesa das Crianças, Adolescentes e Jovens da Assembleia Legislativa do Amazonas (CPDDCA-Aleam), presidida pelo deputado estadual, Álvaro Campelo (Progressistas), em parceria com Conselheiros Tutelares de Manaus. O objetivo da campanha é conscientizar a sociedade de que o aparente gesto de solidariedade de dar dinheiro para crianças e adolescentes, contribui para que eles sejam explorados, realidade esta confirmada durante a ação desta sexta-feira, quando foram feitas três denúncias, duas das quais, feitas por vendedores ambulantes, que preferiram manter sua identidades preservadas, por medo de represálias. Conforme um dos denunciantes, um homem que fica no semáforo da Bola do Eldorado, além de levar os próprios filhos para o sinal, ainda aluga outras crianças para a mendicância. Caso resistam, são agredidas fisicamente. “A gente vai falar e dizem que o sinal não é nosso e ameaçam até com faca. Tem um cara que usa os dois filhos dele e traz mais duas crianças alugadas pra pedir. Cansei de ver a criança recebendo o dinheiro e quando o sinal abre ele vai lá e toma tudo. Se elas se recusarem, ele sai dando lambada nelas, forçando pra que elas voltem pra pedir”, denunciou. O deputado orienta que as denúncias sobre qualquer tipo de exploração ou abuso contra crianças e adolescentes podem ser feitas ao Disque 100, aos Conselhos Tutelares ou para a Comissão da Aleam: (92) 99111-0112. “Compreendemos perfeitamente a situação de vulnerabilidade dessas famílias, mas que venham apenas os adultos para pedirem dinheiro nos semáforos. As crianças precisam estar na escola, ou brincando, não sendo exploradas. Nas ruas, elas estão correndo o risco de sofrerem um acidente, contraírem uma doença, ou de serem abusadas sexualmente. Precisamos contribuir para que elas tenham uma vida mais digna”, concluiu Álvaro Campelo. Dados De acordo com dados da Prefeitura de Manaus, até maio deste ano, foram registradas 69 denúncias de crianças nos semáforos, a maioria delas explorada ou alugadas pelos próprios pais. Ao verificar as denúncias, as equipes de abordagem social identificaram 42 famílias, 72 crianças e 8 adolescentes em situação de exploração e mendicância.
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