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24.10.21 23:30h
Dra. Mayara lança cartilha inédita sobre violência contra a mulher direcionada ao adolescente
Em evento realizado na sexta-feira (22), a deputada Dra. Mayara Pinheiro (Progressistas), fez o lançamento da Cartilha “Violência contra a mulher: O que não foi dito e o que você não sabe”. Voltada ao público adolescente masculino, a cartilha traz orientações, esclarecimentos e os canais disponíveis para informação e denúncia. A programação reuniu cerca de 300 pessoas no CETI Eng. Prof. Sérgio Alfredo Pessoa Figueiredo, bairro Cidade de Deus, zona Leste de Manaus. Na oportunidade, a deputada Mayara falou sobre a motivação para criar a cartilha. Segundo ela, o número de casos de violência praticados contra as mulheres amazonenses é grande e isso piorou durante o período de isolamento social. “O Amazonas é um dos Estados que tem os números mais alarmantes e ainda na pandemia houve o aumento de 34% dos casos de violência contra a mulher”, justificou. Para Dra. Mayara as estatísticas não são apenas números e que pessoas próximas como mães, vizinhas, primas e conhecidas podem sofrer com a violência. A parlamentar destacou a importância da educação no processo para diminuição de casos. “Resolvi tratar isso como prevenção para quebrar esse ciclo vicioso na base, e a base de tudo isso é educando. Através da educação podemos mudar essas atitudes que, antigamente, eram maculadas como normais, que são os comportamentos machistas, e dizer aquilo que não é dito. Então, para evitar essas consequências e mazelas na sociedade é que fizemos essa cartilha, tentando educar pra que, a partir de agora, formemos homens e não, agressores”, argumentou. Quem também participou do lançamento da cartilha foi a delegada titular da DECCM, centro-sul, Débora Mafra. Atualmente na delegacia do Parque 10, Débora, que trabalha diretamente com assuntos relacionados à violência contra a mulher enfatizou a importância da abordagem feita na cartilha e que, apesar de ser direcionada para os meninos, também deverá ser lida pelas meninas. Mafra falou sobre os tipos de violência contra a mulher, a incidência dos casos e de como essa situação pode ser modificada. “Nós temos outros tipos de violências contra a mulher: estupro, importunação sexual, empurrão, se esfregar na vítima dentro do ônibus. Tudo isso é crime. Existem delegacias e penitenciárias lotadas, mas, o que pode mudar isso é a educação e educação vem por meio da leitura, da cultura”. Segundo ela, a cartilha é esclarecedora, pois explica com linguagem fácil, diversos crimes, não somente de violência doméstica, mas sobre a violência contra a mulher de um modo geral. O estudante Marcos Vinicius, 16 anos, participou do evento de lançamento e chamou a atenção para o fato de que, em alguns casos, o agressor é alguém do convívio da vítima. “Muitas vezes, o agressor está em casa e a mulher não tem uma defesa. Acho super importante falar sobre a violência contra a mulher para que diminuam os casos de agressão. Acredito que isso pode mudar.” Júlia Freitas, 15 anos, também estudante, disse ter gostado da ideia e que os esclarecimentos da cartilha são muito válidos por fazerem parte do dia a dia da mulher e que os meninos precisam dessas informações. “Achei interessante a parte do transporte coletivo, pois, é onde as mulheres passam por mais problemas. Os alertas e orientações sobre o que fazer e o que não fazer também foram bons. Os meninos realmente precisam saber disso.” Enfatizou Júlia. De acordo com a deputada Mayara, a mulher é livre para fazer suas escolhas e acredita que, por meio da cartilha, os jovens poderão saber o que, de fato, se caracteriza como violência contra a mulher. “Existe mais de um tipo de violência contra a mulher e quando o homem passa a nos privar de direitos, a nos chamar de loucas e não respeita nosso não, é violência. Somos livres e temos o poder de decidir tudo sobre nosso corpo”. A cartilha é a primeira,da Assembleia Legislativa, a abordar o tema sobre violência contra a mulher, destinada ao público adolescente e diretamente para os rapazes. O resultado desse trabalho pioneiro, enche de orgulho sua idealizadora. “Pensei em lançar essa cartilha para que a mulher seja cada vez mais respeitada e o resultado está aí, um material lúdico e completo, falando desde a questão da violência psicológica à importunação sexual, infração, difamação e injúria". Concluiu, Dra. Mayara.
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23.10.21 10:19h
Palestra sobre marketing encerra programação do 1º Fórum Estadual das Casas Legislativas
O 1º Fórum Estadual das Casas Legislativas do Amazonas (Feclam) encerrou na sexta-feira (22) com a palestra “A chave do marketing político para mandatos”, com Rodrigo Gadelha, especialista em marketing digital e inteligência de dados. Durante 60 minutos, Rodrigo expôs sua experiência em campanhas majoritárias e de proporcionais, no marketing político voltado à análise de dados e uso das Redes Sociais, principalmente do WhatsApp. O profissional recordou sua atuação na campanha do então candidato a presidente, Aécio Neves (PSDB), pioneira no Brasil ao usar o WhatsApp, como instrumento para aproximação com o eleitor. Também citou que trabalhou no Governo Federal, em 2018, com o presidente Michel Temer ( MDB). No começo da exposição, Rodrigo discorreu sobre os dados que mostram que o país gastou, nas eleições de 2020, R$ 33 milhões em impulsinomentos nas Redes Sociais. Dividos em R$ 20 milhões para prefeitos e R$13 milhões para vereadores. Ressaltou que o Amazonas foi o oitavo estado que mais gastou nas Redes. Apesar desses números, salientou que é necessário ter claro que "curtida não é voto". Rodrigo enfatizou que o maior problema das pessoas no meio digital é não serem entendidas pelo eleitor. "Tem que ter um posicionamento claro. Posicionamento é a percepção que os outros têm de você. Não importa se é de direita ou esquerda, ele tem que se identificar com o seu pensamento", esclareceu. Ao exemplificar a questão, o profissional lembrou que muitos políticos foram eleitos, na última eleição, pelo "efeito Bolsonaro", quando muitos "surfaram na onda". Porém, também citou que a bancada feminina de esquerda na Câmara Federal dobrou. "Foi o efeito Mariele. Existe espaço para todos. Quem percebeu isso, se elegeu", disse. "Tudo é questão de como você se coloca". O especialista atuou na campanha de Thamy Miranda e recorda que diziam que ele seria facilmente eleito por ter 30 milhões de seguidores. Todavia, ao fazer a análise de dados, a maioria era da Bahia, que não é o domicílio eleitoral dele, e não era do universo LFBTQI+. "Descobrimos que o perfil era mulher solteira, mãe e até 30 anos e mulher acima de 60. Totalmente diferente do que se imaginava. Fizemos um trabalho e ele se elegeu", exemplifica. Tudo é questão de análise de dados, destaca Rodrigo. Ele enfatiza que não existe mágica, mas técnica e ao se fazer a análise dos dados das Redes consegue-se o perfil dos seguidores. “Posicionamento é essência. Ao se conseguir o perfil, tem-se a imagem que se destaca na mente do público", garantiu. Ao analisar a questão do uso correto das plataformas, enfatizou que tem que haver um cuidado especial. "Você tem que se colocar do outro lado. Gosta de receber um monte de informação aleatória?", questionou. Rodrigo citou que em 2018,o país teve um candidato que soube usar muito bem e se elegeu presidente. "Nem tudo é tecnologia, mas como ela entra na vida das pessoas. Tem que pensar como quem está do outro lado. Tem que verificar como ela usa. Eleição se conquista por emoção", concluiu. Tecnologia Ao longo das campanhas majoritárias, o mote sempre foi emoção, discorreu Rodrigo. "Foi o mesmo tema ao longo da história. Só muda forma. O que tem que ser visto, é como será usada essa questão", destacou. Atualmente, segundo Rodrigo, as pessoas estão se unindo em comunidades na Internet. Por isso, é mais benéfico ao candidato criar um grupo no WhatsApp que discuta os problemas das pessoas do que para pedir votos."Isso gera um canal de relacionamento e engajamento", explicou. Rodrigo lembrou que há alguns anos, era impensável que a televisão perdesse hegemonia e o celular ganhasse prioridade na vida das pessoas. Citou que o meio digital criou um novo tipo de cidadão: o que produz conteúdo e consome. "O presidente entendeu isso e usa pessoas que trabalham de graça para ele. Basta criar algo que mexa com a cabeça delas e faça com que elas se envolvam", analisou. Para ele, a tecnologia está unindo cada vez mais as pessoas. A questão é como chegar ao eleitor. Citou uma pesquisa, ainda não publicada, que mostra que 49% dos brasileiros acha que o boca-a-boca tem força e 62% aponta a força do WhatsApp. Logo, hoje segundo ele, a plataforma está gerando o boca-a-boca das pessoas. Histórias são importantes "Ninguém quer ser envolvido com pedido de votos, mas com histórias", enfatizou o especialista De acordo com sua palestra, tem que criar uma história e saber levar ao eleitor. " Hoje, o marketing é como contar histórias. Quando elas são fortes, as pessoas passam a contá-las naturalmente e sozinhas. Essa é a questão. Como contar, pois isso é mais eficaz do que apenas pedir votos", enfatizou.
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11 No encerramento do Feclam Roberto Cidade reafirma que a Aleam está à disposição para auxiliar o mandato dos vereadores e1634952753858
22.10.21 21:33h
Roberto Cidade reafirma que a Aleam está à disposição para auxiliar o mandato dos vereadores
Durante o encerramento do 1º Fórum Estadual das Casas Legislativas do Amazonas (Feclam), o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (PV), reafirmou aos mais de 500 vereadores e representantes de câmaras municipais presentes no evento, que o Parlamento Estadual está à disposição para auxiliar e aprimorar o mandato dos parlamentares do interior. Cidade pediu que eles “usem e abusem” do Centro de Cooperação Técnica do Interior (CCOTI). O órgão oferece assessoria técnica especializada para a atualização de regimento interno, Lei Orgânica e iniciará a oferta de cursos online em diversas áreas, como marketing digital, técnicas legislativas e oratória. “Vocês têm que usar e abusar do CCOTI. A Eliane (Ferreira), diretora do departamento, está à disposição de vocês. Nós estamos disponíveis para ajudar a fortalecer o legislativo de todo o Estado do Amazonas”, afirmou. Cidade afirmou, também, que uma nova edição do Feclam será realizada no próximo ano. Segundo o presidente da Aleam, o evento ficou marcado na história do parlamento amazonense. “Esse é o primeiro de muitos que vêm por aí. Eu vejo nos olhares dos vereadores o quanto eles estão querendo aprender. Tenho certeza de que estamos contribuindo com o fortalecimento de todas as casas legislativas do Estado do Amazonas. Estamos recebendo vereadores de todos os 62 municípios do amazonas. É um momento histórico e fico feliz em estar na presidência da Assembleia num momento como este”, afirmou.
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10 1° Fórum Estadual das Casas Legislativas encerra com grande participação e1634952633755
22.10.21 21:30h
1° Fórum Estadual das Casas Legislativas encerra com grande participação
Após dois dias de debates,palestras e troca de conhecimento encerrou, nesta sexta-feira (22), o 1º Fórum  Estadual das Casas Legislativas do Amazonas (Feclam), com participação de mais de 700 inscritos. O evento, realizado pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), por meio do Centro de Cooperação Técnica para o Interior (CCOTI), aconteceu no Auditório Belarmino Lins, onde foram oferecidas exposições sobre atualização de leis, como Lei Orgânica, Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Regimento Interno das Câmaras Municipais e técnicas de produção legislativa. O presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (PV) destacou a satisfação pela ampla participação e enfatizou que a Casa Legislativa estará aberta a todos os vereadores. "Estamos muito satisfeitos com o grande número de participantes e a qualidade das palestras. A Aleam, por meio do CCOTI , dará todo apoio aos parlamentares dos municípios", disse. O evento aconteceu dentro do esperado e projetado, segundo Eliane Ferreira, diretora do CCOTI. "Estamos felizes com o sucesso e a boa  repercussão entre os parlamentares. O próximo passo serão as visitas técnicas nos municípios para atender as demandas dos vereadores", resumiu. Para o vereador de Iranduba, Disney Cunha, o Fórum foi excelente." Vi a valorização dos vereadores. Nos trazer para receber conhecimento nos deixou com boas expectativas e tudo que aprendemos colocaremos em prática", destacou. A vereadora de Parintins, Brena Dianná, disse que se sentiu acolhida e prestigiada. "As vezes, o vereador se sente diminuído e isso não aconteceu no evento. Neste primeiro Fórum, pudemos estreitar  relações com outros parlamentares. Fora que aprendemos muito. Tirei muitas dúvidas sobre as formas de mostrar nosso trabalho nas plataformas para dialogar com a população", finalizou.
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09 Fórum Estadual de Casas Legislativas realiza palestra 22Estratégia para o fortalecimento eleitoral e1634936520884
22.10.21 17:02h
Fórum Estadual de Casas Legislativas realiza  palestra “Estratégia para o fortalecimento eleitoral”
Durante o 1º Fórum Estadual das Casas Legislativas do Amazonas (Feclam), o doutor em Ciências Sociais, Manoel Leonardo Wanderley Duarte Santos proferiu palestra sobre “Estratégias para o fortalecimento do Poder Legislativo”. Manoel começou a palestra,  que aconteceu na sexta-feira (22), questionando se realmente o Legislativo é fraco. Pediu  uma reflexão histórica e suscitou o debate. Lembrou que, em 1988, havia uma sombra democrática por conta do Golpe Militar de 1964. "Prevendo que haveria problemas para os presidentes, os Constituintes decidiram que o Chefe do Executivo deveria ter poderes de agenda. Por outro lado, também foram criados dispositivos constitucionais que impuseram  centralização no Congresso Nacional. Resultado, o lugar do debate técnico era o plenário. Antes do Golpe Militar, quem legislava era o parlamento. No Golpe, o executivo vira o Legislador", disse. Porém, recorda que com a Constituição,  o presidente dominava também a agenda Legislativa, mas de outra forma. "Nenhuma democracia sobrevive  muito tempo com o Legislativo fazendo papel secundário", assegura. A Casa Legislativa, lembra ele, começa então a pensar em mudar. "Até 2002 e  2003, o Legislativo começa a assumir a elaboração das leis.  Quando o Poder Legislativo decidiu assumir suas prerrogativas, foi lá e fez". O palestrante assegura que como lição, fica claro que a Constituição e as Instituições não são estáticas. "As amarras constitucionais podem ser alteradas e as instituições mudam. Mesmo sem alterações profundas pode fazer a diferença e a mudança depende de força política do presidente. Se o jogo de cooperação acaba, é provável que o Legislativo requeira suas prerrogativas", explicou.   Agenda positiva   Os presidentes FHC e Lula  implementaram suas agendas e programas, explica.  Porém, enfatiza que nos anos seguintes a governabilidade desandou. "Não apenas na nossa Constituição, o Legislativo recepciona diferentes pensamentos. Toda vez que colocamos o poder nas mãos de uma pessoa apenas temos problemas", disse.     Projetos nos municípios   Há a necessidade de fortalecer as Casas Legislativas municipais, segundo o palestrante.  Também é necessário, assegura, que se faça um esforço para população participar do processo Legislativo. "É irrisória a participação popular nos municípios. Não existem legislações saídas da população", assinalou. Para ele, a Casa Legislativa é o mais importante espaço numa democracia. Ele sugeriu como fortalecê-las. Aplicar Lei Orgânica + Regimento Interno = Poder. "Claro que depende de uma relação de poder entre os vereadores e prefeitos", acentuou, completando que o fortalecimento verdadeiro é quando se criam condições para que o Legislativo absorva os anseios da sociedade. No entanto,  acentua, a sociedade é que tem que reconhecer esse poder. "Todo cidadão numa democracia tem condições de participar de uma ação que afetará sua vida", cita. Processo Legislativo, de acordo com ele,  é mais que produzir leis, sendo até  secundário. "São audiência públicas; seminários, requerimentos, debates e não apenas Projetos de Lei. Leis são lastros das Políticas Públicas. Usando a Lei Orgânica e o Orçamento garantem mudanças na vida das pessoas".      Processo Legislativo   Há leis, de acordo com Manoel Leonardo, que as pessoas não cumprem porque a sociedade simplesmente não foi ouvida e não encontra adesão e nem entendimento. " Tem que haver debate e inserção", pontua. Ele enfatiza que as regras existem para defender as minorias e, se o processo Legislativo não acontece da forma devida, vira uma tirania parlamentar. "Existem mecanismos para proteger a minoria, que são a Constituição e Regimento Interno, por exemplo. Maioria não é sinal de inteligência e nem justiça. Se uma lei é aprovada ao arrepio do Regimento Interno ou Lei Orgânica, o cidadão só tomará conhecimento na publicação e isso não é bom", assinalou. Manoel Leonardo finalizou dizendo que a valorização do Poder Legislativo passa pelo cumprimento do Processo Legislativo.
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